A polêmica continua, os cientistas que verificaram que partículas que viajaram mais rápido do que a luz refizeram os experimentos com neutrinos e verificaram que a anomalia se mantém. Os teste foram feitos no entre o Cern, em Genebra, e Gran Sasso, em Roma.
Agora, os cientistas do grupo se sentem confiantes o suficiente para submeter o resultado à publicação num periódico científico. “Entre os que assinarão o artigo científico está Luca Stanco, do Instituto Nacional de Física Nuclear da Itália. Stanco integrava um conjunto de 15 cientistas do grupo Opera (o responsável pelas observações) que tinha se recusado a associar seu nome aos achados antes, por acreditar que poderia haver um erro de metodologia no trabalho.” Segundo a Folha.com.
Por outro lado, os cientistas do Icarus, outro projeto do Gran Sasso, agora argumentam que suas mensurações da energia dos neutrinos contradizem a leitura dos colegas. Com base em estudos recentemente publicados por dois importantes físicos norte-americanos, que os neutrinos transmitidos do Cern, teriam perdido a maior parte de sua energia se tivessem se deslocado a velocidade superior à da luz, mesmo que por margem ínfima.
E os cientistas do Icarus complementaram dizendo que o feixe de neutrinos testado por seus equipamentos registrou um espectro de energia correspondente ao que deveria exibir caso as partículas estivessem se deslocando no máximo à velocidade da luz.
Quem está com a razão? Lembrando que os resultados dos cientistas do grupo Opera derruba um dos principais conceitos da Física Moderna, proposto por Einstein: o de que nada se mova mais rápido que a luz. Para ele, o limite de velocidade cósmico de 300 mil km/s teria uma resistência quase intransponível a ser quebrado. Os objetos que se aproximassem dele ficariam cada vez mais maciços, até se aproximar de uma massa infinita – impossível de existir.