Dia da Toalha

Hoje é o Dia da Toalha. Para quem não sabe, esse dia é uma homenagem a Douglas Adams, autor da saga O Guia do Mochileiro das Galáxias. Escritor e comediante britânico, famoso também por ter escrito esquetes para a série televisiva Monty Python’s Flying Circus.

O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS“, que começou como uma série radiofônica que mais tarde, após ser muito modificada e amplificada, foi publicada numa trilogia de romances divida em cinco partes – a primeira que eu já citei seguida de “O RESTAURANTE NO FIM DO UNIVERSO“, “A VIDA, O UNIVERSO E TUDO MAIS“, “ATÉ LOGO, E OBRIGADO PELOS PEIXES” e “PRATICAMENTE INOFENSIVA“.

A obras de Adams faz lembrar a Enciclopédia Galática proposta por Seldon como subterfúgio para criar a Fundação e que faz lembrar a Wikipédia. “O Guia do Mochileiro das Galáxias substituiu a grande Enciclopédia Galáctica como “repositório padrão de todo o conhecimento e sabedoria” por dois motivos: 1) É ligeiramente mais barato. 2) Traz impresso na capa, em letras garrafais e amigáveis a frase “NÃO ENTRE EM PÂNICO” (no original em inglês: “DON’T PANIC”)“, Wikipédia.

Símbolo do Guia

Meus Livros

Frodo lendo

A imagem do Frodo lendo um livro no Condado é para lembrar que eu vou falar de um livro nesse post (está bem, só escrevi isso para começar o texto). O livro chama-se NIGHT OF THE LIVING TREKKIES e é de autoria de Kevin David Anderson e Sam Stall, dois trekkies (aficionados por Jornada nas Estrelas).

O livro conta de maneira cômica os efeitos de uma epidemia de zumbis em uma convenção de Jornada nas Estrelas. E ainda conta com tiradas fascinantes, bem ao estilo Star Trek. O livro foi lançado nos Estados Unidos pela mesma editora de ORGULHO E PRECONCEITO E ZUMBIS, tudo haver!

Quem não conhece ORGULHO, PRECONCEITO E ZUMBIS, é uma sátira do livro de Jane Austen ORGULHO E PRECONCEITO, de 1813. Considerado um dos grandes romances da língua inglesa, um exemplo primoroso da utilização literária do discurso indireto que revela os costumes ingleses da época ao narrar a epopéia de moças em busca de amor e casamentos vantajosos.

Esta sátira mantém intacto cerca de 85% do texto original da autora britânica, modificando apenas o bastante para que a história se passe em meio a uma violenta praga de mortos-vivos pela Inglaterra.

Acabei falando de outro livro, mas voltando ao livro NIGHT OF THE LIVING TREKKIES. Quem é fã de Jornada nas Estrelas tem que ler esse livro, porque irá encontrar Klingons, Ferengues, Vulcanos, Andorianos, Tellarianos, a Horta, a Princesa Leia. E claro, os zumbis.

Já quem não é fã de Jornada nas Estrelas ou apenas curtiu o novo filme, Star Trek, não irá entender muitas piadas inseridas na história. Mas tem zumbis, de repente ele gostam do livro.

Esse lance de zumbis está virando moda, primeiro vieram os vampiros, depois os lobisomens. Agora é a vez dos zumbis. O livro mostra mortos-vivos comedores de carne humana, como vários filmes e jogos de zumbis.

Para o lançamento do livro foi feito um trailer hilário, dá para imaginar que o livro seja uma ótima comédia.

Nebulosa de Orion

Os telescópios espaciais, da NASASpitzer e Hubble se uniram para expor o caos que as estrelas bebês estão criando à 1.500 anos-luz de distância em uma nuvem cósmica chamada a nebulosa de Orion. Eu já falei algumas vezes sobre a nebulosa de Orion, quando falei da Nebulosa Horsehead e sobre a Reflexão da Nuvem de Poeira de Orion.

A imagem abaixo é uma composição falsa de cor, onde a luz detectada em comprimentos de onda de 0,43, 0,50 e 0,53 microns é azul. Luz em comprimentos de onda de 0,6, 0,65 e 0,91 microns é verde. Luz de 3,6 microns é laranja, e 8,0 microns é vermelho.

Analisando a imagem, este composto notável infravermelho e luz visível indica que quatro estrelas monstruosamente enormes no centro da nuvem podem ser as principais culpadas do caos na constelação de Orion. Clique na imagem para ampliá-la. As estrelas são chamadas coletivamente de Trapézio. A comunidade pode ser identificada como a mancha amarela, perto do centro da imagem.

Redemoinhos de verde em ultravioleta e luz visível, vista do Hubble, revelam hidrogênio e gás de enxofre que devem ter sido aquecido e ionizado pela radiação ultravioleta intensa das estrelas do Trapézio. Uma nota que não tem nada haver com astronomia, mas mesmo assim é interessante. O gás de enxofre pode substituir Viagra, o composto químico pode provocar os mesmos efeitos que o famoso fármaco contra a disfunção eréctil.

Enquanto isso, a visão de infravermelho do Spitzer expõe as moléculas ricas em carbono, chamado de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos. Estas moléculas orgânicas foram iluminados pelas estrelas do Trapézio, e são mostrados na composição como fios de vermelho e laranja. Na Terra, os hidrocarbonetos  policíclicos aromáticos são encontrados na torrada queimada e em veículos automotores.

Juntos, os telescópios expõem as estrelas de Orion como um arco-íris de pontos espalhados pela imagem. Os pontos amarelo-alaranjado revelado pelo Spitzer são estrelas realmente jovens enraizada profundamente em um casulo de gás e poeira. O telescópio Hubble mostrou menos estrelas incorporado com manchas de verde, e as estrelas de primeiro plano como pontos azuis.

Os ventos estelares a partir de aglomerados de estrelas recém-nascidas espalhadas por toda a nuvem deixam todas as cristas bem definidas gravadas em cavidades na nebulosa de Orion. A grande cavidade perto da direita da imagem foi provavelmente esculpida pelos ventos das estrelas do Trapézio.


Johannes Hevelius chamou a constelação de Orion, em Uranographia, seu catálogo celestes em 1690.

Localizado a 1.500 anos-luz de distância da Terra, a nebulosa de Orion é o ponto mais brilhante da espada de Orion, ou a constelação do ”Caçador”. A nuvem cósmica é também mais próxima da nossa fábrica de formação de estrelas massivas, e os astrônomos acreditam que ele contém mais de 1.000 estrelas jovens.

Na mitologia, Orion era filho de Poseidon, o Deus dos mares, com uma mortal, sendo assim tinha grandes habilidades para a caça e um vasto conhecimento, porém não era considerado um Deus. Orion era um gigante caçador, amado por Artemis, com quem quase se casou. Após ser morto foi colocado como constelação no céu, a conhecida constelação de Orion que fica perto da constelação do seu amigo Sirius conhecida como estrela sirius.

A constelação de Orion é uma visão familiar no céu da noite de inverno no hemisfério norte. A nebulosa é invisível a olho nu, mas pode ser vista com binóculos ou pequenos telescópios.

Observação: Meu amigo NerdVader, do site GrandeBlah!, comentou que é possível ver as estrelas do Trapézio de Órion “nuas” no infra-vermelho, no Astronomia na Web.

Dia da Toalha

Símbolo do Guia

Hoje é o Dia da Toalha. Para quem não sabe, esse dia é uma homenagem a Douglas Adams, autor da saga Guia do Mochileiro das Galáxias. Escritor e comediante britânico, famoso também por ter escrito esquetes para a série televisiva Monty Python’s Flying Circus.

Quem conhece a saga, ou assistiu ao filme – que não é bom quanto o livro – sabe que todo mochileiro interestelar pode esquecer qualquer coisa, menos a sua toalha. O Guia diz:

A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon;

Pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas do rio Moth;

Pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você – estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz);

Você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro;

E naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.

Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc., etc.

Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.

Marvin

O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS“, que começou como uma série radiofônica que mais tarde, após ser muito modificada e amplificada, foi publicada numa trilogia de romances divida em cinco partes – a primeira que eu já citei seguida de “O RESTAURANTE NO FIM DO UNIVERSO“, “A VIDA, O UNIVERSO E TUDO MAIS“, “ATÉ LOGO, E OBRIGADO PELOS PEIXES” e “PRATICAMENTE INOFENSIVA“.

A obras de Adams faz lembrar a Enciclopédia Galática proposta por Seldon como subterfúgio para criar a Fundação e que faz lembrar a Wikipédia. “O Guia do Mochileiro das Galáxias substituiu a grande Enciclopédia Galáctica como “repositório padrão de todo o conhecimento e sabedoria” por dois motivos: 1) É ligeiramente mais barato. 2) Traz impresso na capa, em letras garrafais e amigáveis a frase “NÃO ENTRE EM PÂNICO” (no original em inglês: “DON’T PANIC”)“, Wikipédia.

A Volta ao Mundo em 80 Segundos

O curta “Le tour du monde en 80 secondes” (A volta ao mundo em 80 segundos) levou cerca de 3 semanas para ser produzido, e foi dirigido por Romain Pergeaux e Alex Profit. Um vídeo muito criativo com as imagens  das cidades de Londres, Cairo, Mumbai, Hong Kong, Tóquio, São Francisco, Nova York e novamente Londres. Uma homenagem ao livro A VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS, de Júlio Verne.

Peiote

A mescalina é um alucinógeno extraído do cacto peiote (Lophophora williamsii), e sua formula química 3,4,5-trimetoxifeniletilamina.” Fonte Wikipédia.

Bom, tudo começou com uma pergunta. O que é Peyote? O interessante é ver os caminhos que uma pesquisa pode nos levar.

Fui procurar o era esse tal de peiote (peyote, em inglês) e descobri ser um pequeno cacto encontrado no sudoeste dos Estados Unidos – incluindo os estados do Texas e Novo México – até o centro do México.

O cacto costumava ser usado por povos indígenas, tais como os Huichol do norte do México e dos Navajos no sudoeste dos Estados Unidos, como parte dos rituais religiosos tradicionais. A história continua, e no século XIX, a tradição começou a espalhar como forma de reviver a espiritualidade nativa. Utiliza-se para combater o alcoolismo e outros males sociais. A igreja americana nativa é uma entre diversas organizações religiosas que usam o peiote como parte de sua prática religiosa.

Vocês devem ter notado que esse alucinógeno é forte, os efeitos duram aproximadamente de 10 a 12 horas. Quando combinado com o lugar e o ambiente apropriados, o peiote é levado a um estado de introspecção profundo, que foi descrito como sendo de uma natureza metafísica ou espiritual. Às vezes, estes podem ser acompanhados por ricos efeitos visuais ou auditivos, como sentir uma cor – para saber mais veja Sinestesia.

Uma coisa leva a outra, fiquei sabendo que Aldous Huxley escreveu o livro AS PORTAS DA PERCEPÇÃO (em inglês, The Doors of Perception), em 1954, onde conta suas experiências alucinatórias quando tomou mescalina. O título provém de uma citação de William Blake:

“If the doors of perception were cleansed everything would appear to man as it is, infinite.”
“Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito.”

Uma ligação leva a outra e baseado nesta citação, Huxley assume que o cérebro humano filtra a realidade de modo a não permitir a passagem de todas as impressões e imagens que existem efetivamente. De acordo com esta visão das coisas, algumas drogas poderiam reduzir esse processo de filtragem, ou “abrir as portas da percepção“. Com o intuito de verificar esta teoria, Huxley começou a tomar mescalina e a descrever os seus pensamentos e sentimentos sob o efeito da droga. Daí veio o livro.

E continuando as ligações, o livro foi a fonte de inspiração para o nome da banda The Doors, que apresenta uma obra com características semelhantes ao do livro, quebra de paradigmas, oposição a normas e costumes vigentes e uso de drogas.

Cara, esse texto foi uma viagem!

Retrospectiva 2009

Tudo bem que já estamos em 2010, mas eu quero começar o ano lembrando das boas notícias do ano passado para que esse ano seja tão bom quando e de preferência melhor o ano passado.

O fu2re nasceu em abril de 2009 citando Sun Tzu e sua obra A arte da guerra. Coloquei, no menu lateral, links para vários assuntos como divisões por categoria (Divisões); os links para outras páginas do blog que falam de vários assuntos, mas principalmente sobre nosso sistema solar (Possibilidades); links de outros blogs e outros sites (Recomendações e Conexões); e a nuvem de tags (Nuvem).

Nesse mês escrevi sobre de Matemática, falei de Números; escrevi sobre Go, um jogo milenar muito interessante e intrigante; falei do meu PSP; escrevi sobre Jogos brasileiros; e como foi aniversário do Meu Pai, falei sobre ele.

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Em maio, falei bastante de Jornada nas Estrelas, falei da série Original, e de todas as outras séries; escrevi sobre Astronomia, um exemplo foi a NGC 7293 – Nebulosa Helix; falei e continuo falando dos Meus Livros; falei sobre o Infinito, sobre o Átomo, sobre o Multiverso, e sobre o que Não existe; falei sobre a Luz; escrevi sobre grandes artistas; falei de mais jogos, Homeworld, e ainda tirei Onda; e falei do meu Filho, pois foi aniversário dele.

Já em junho, falei de Entrelaçamento quântico; escrevi sobre Arquitetura, falei sobre Dimensões; falei sobre Meus Livros, afinal são muitos livros; escrevi sobre o Neurônio e falei de Filosofia; mostrei meus Desenhos.

Foi um mês cheio de posts. Escrevi sobre o Tesla; fui assistir a Star Trek; escrevi sobre o Elementar, o Eterno e o Nada; e falei da minha mulher, Dan, pois foi seu aniversário.

No mês de julho, não foi diferente, escrevi sobre Bolhas de sabão no espaço, falei sobre Minhas músicas; recordamos a viagem do homem à Lua - Moonshot; falei sobre mais dos Meus Livros; sobre Coca-Cola e Hidrogênio; e mostrei mais Desenhos.

Em Agosto, fui mais calado, falei pouco. Falei sobre os Meus Livros, sobre o Dia dos Pais e sobre Curiosidades em geral; e falei, também, sobre Beisebol, um esporte que eu gosto muito, mas é pouco conhecido por aqui.

Setembro foi um mês com mais posts sobre beisebol, postei um vídeo mostrando como são feitas as bolas. Falei sobre a Física do Beisebol; escrevi sobre Idéias e invenções; falei sobre o futuro, sobre a Tecnologia e falei sobre os Raios;  escrevi sobre Final Fantasy, mais que uma série de jogos.

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Depois de ver essa imagem, fica claro que o mês de Outubro foi o mês da Cerveja. Um mês de mais beisebol, com vários vídeos mostrando com são feitos os tacos e as luvas. Falei de Astronomia – Galáxia do Rodamoinho;  falei sobre mais Idéias; escrevi sobre Filosofia e Física, em Somos Partículas; falei sobre o Grande Colisor de Hádrons, falei sobre Marte e Sandman; escrevi sobre a vitória do Rio como a cidade das Olímpiadas de 2014, em o Rio Olímpico.

Novembro, mês do meu aniversário, falei sobre vários assuntos Astronomia, Física, Filosofia, História, Literatura, Matemática e Música; escrevi sobre a Memória; e falei sobre o Nano, micro, tudo muito pequeno.

O ano foi chegando ao fim e já estamos em Dezembro. Um mês de muitas festas, a vitória do Flamengo, somos Hexa. Falei do nosso Sistema Solar; e fechei o anos falando do Googolplexianth.

Foi um ano muito divertido e eu gostei muito, quero aproveitar o que houve de melhor no ano passado e fazer outras ainda melhores.

Um bom dia

MarMar

Hoje, dia 10 de novembro de 2009, terça-feira. Um dia como outro qualquer, mas pode ser um dia como outros dias 10 de novembro, quando aconteceram fatos importantes, nasceram pessoas que fizeram história. Por exemplo neste dia, em 1483, nasceu Martin Lutero, teólogo alemão que reformou a igreja católica, cujas ideias influenciaram a Reforma Protestante e mudaram o curso da Civilização ocidental.

Também nasceram neste mesmo dia: Richard Burton, ator britânico, nascido no País de Gales – que fez filmes como A Megera Domada, Cleopatra e Alexandre O Grande; Greg Lake, músico britânico do Emerson Lake & Palmer; o autor de romances e quadrinhos britânico, Neil Gaiman, gosto muito do seu texto e já falei sobre ele aqui no blog – Sandman; é aniversário do Marcelo Tas, apresentador, ator e diretor brasileiro; Eddie Irvine, ex-piloto de Fórmula 1 norte-irlandês – adoro Fórmula 1.

CéuCéu

E fatos marcaram o dia 10 de novembro, em 1619, René Descartes teve uma visão em sonho de um novo sistema matemático e científico. Alguém que já falei muito aqui no fu2re, Meus Livros. Voltando a falar do dia 10, teve a chegada ao Rio de Janeiro uma expedição francesa comandada pelo almirante Nicolau Durand de Villegagnon, em 1555. Em 1625, holandeses cedem a cidade de Nova Amsterdã (hoje Nova Iorque) para a Inglaterra. Nem todos os fatos são gloriosos, como em 1807, quando a família real portuguesa embarca rumo ao Brasil devido a invasão do país pelas tropas napoeleônicas. E em 1855, um tremor de terra provoca a morte de cem mil pessoas em Tóquio, no Japão.

Ainda no Japão, em 1928, Hirohito é coroado imperador do Japão, país que governou até 1989, quando faleceu. Em 1937, no dia 10 de novembro, tropas do exército cercam o Congresso, que é dissolvido. O presidente Getúlio Vargas implanta o Estado Novo e outorga a quarta Constituição brasileira, inspirada nos regimes fascistas europeus.

O tempo passa e vários eventos acontenceram neste dia, em 1928, começa a ser publicada a revista O Cruzeiro. E em 1971, é criado o irreverente grupo musical Secos & Molhados, do qual o cantor Ney Matogrosso fazia parte.

Hoje também é Dia do Trigo, Dia da Esquadra Brasileira e Dia da Indústria Automobilística. Deve ser por isso que eu sempre gostei de Formula 1 e de aviões, principalmente dos acrobáticos. Hoje é o dia do meu aniversário.

LuzLuz

Somos partículas

particulas

Navegando pela internet encontrei um texto falando sobre um físico que ministra aulas na Casa do Saber, Luiz Alberto Oliveira. Eu tive aulas com ele e já falei sobre ele aqui. O mais fascinante sobre o texto é que ele me lembrou do grande autor de obras de ficção científica, Isaac Asimov. E de sua trilogia, FUNDAÇÃO.

O texto extraído de um blog bem interessante, Saindo da Matrix, começava com Luiz Alberto falando sobre como a física que explica os atos humanos. “Assim como as moléculas de gás, os seres humanos têm a tendência de minimizar o esforço. É esse princípio que leva as pessoas, quando estão em aglomerações, a formarem filas automaticamente, para reduzirem os choques. Essa é uma das analogias que podem ser feitas entre o mundo descrito pela física e o nosso dia-a-dia.

FundaçãoO comportamento coletivo, não importa se entre moléculas de água ou pessoas, tem pontos em comum. Nos lembra Luiz Alberto Oliveira, concluindo que os seres humanos são indivíduos, mas, ao mesmo tempo, elementos de massa. Nesse ponto entra a Psico-história, uma ciência fictícia, que permeia os livros da série da Fundação, de Isaac Asimov.

A Psico-história tem suas bases na termodinâmica, mas aplicada a populações humanas, de escala galática. Assim como não é possível prever o movimento de uma ou poucas moléculas em um gás, mas é possível prever com bastante precisão o comportamento de moles de gases, Hari Seldon conjecturou que o comportamento dos 1016 habitantes do Império Galático poderia ser previsto de forma estatística, já que as ações individuais seriam canceladas.

Voltando ao pensamento de Luiz Alberto Oliveira “Num certo sentido, continuamos sendo partículas. Hoje, há uma série de analogias que se pode fazer entre sistemas físicos e comportamentos biológicos, humanos. Então, há um certo tipo de relação que é válida, tanto quando se fala de partículas, de moléculas, como de formigas, abelhas ou mesmo pessoas. Se você tiver um número muito grande de componentes e houver um certo tipo de relação entre eles, então o mesmo tipo de comportamento ocorrerá.

multidão

O cientista inglês Philip Ball acha que o conhecimento de que partículas interagem como seres humanos pode ajudar a criar políticas para a sociedade. Pensamento que se encaixa perfeitamente com as premissas da Psico-história. Ball diz ainda que os seres humanos são programados para não baterem uns nos outros. Isso explica por que, numa calçada movimentada, por exemplo, as pessoas se organizam intuitivamente em diferentes fileiras.

A conclusão é que não é possível prever o que uma pessoa pode fazer, mas é possível prever o que uma multidão irá fazer. Significa que você pode ter atitudes imprevisíveis, mas quando estamos numa sociedade, quando estamos interagindo com os outros, nunca temos liberdade total para fazer o que queremos.

Mais uma vez a ficção se torna realidade.

particulas

Meus Livros

Frodo lendo

Hoje, convesando com um amigo, ele me lembrou do livro de George Orwell, A REVOLUÇÃO DOS BICHOSAnimal Farm, título original – citando a celebre frase “Todos animais são iguais, uns mais iguais do que os outros.” Que foi alterada pelos porcos, após passarem a viver na antiga casa de Sr. Jones.Esta passou a fazer parte dos mandamentos dos animais, no início da revolução a frase dizia apenas “Todos os animais são iguais.”

8535909555Assim com arte imita a vida, a vida imita arte, o mesmo acontece no mundo quântico. No livro ALICE NO PAÍS DO QUANTUM, de Robert Gilmore, você percebe essa igualdade ou a falta de individualidade de elétrons, prótons e fótons – não canso de repetir por que é um boa leitura. E seguindo essa linha eu já havia lido um artigo muito bom, escrito por Adonai S. Sant´Anna para Scientific American Brasil. O título faz lembrar a frase de Orwell e de propósito, Uns mais iguais do que os outros.

E assim como Gilmore, em Alice, traça um paralelo com as histórias de Alice de Lewis Carroll. De certa forma, Sant´Anna traça seu paralelo com as histórias dos porcos. “Um dos problemas emergentes dessa característica é determinar se a impossibilidade de distinguir partículas se deve a uma limitação de nosso conhecimento ou é uma propriedade intrínseca dos objetos do mundo quântico. No primeiro caso, seremos obrigados a considerar a existência de propriedades da matéria e dos campos que vão além do que se observa em laboratório, o que pode implicar uma complexa descrição metafísica das partículas que formam o mundo em que vivemos. No segundo caso, teremos de rever a matemática que descreve o mundo quântico, pois nela não há espaço para coleções de múltiplos objetos indistinguíveis.”

Vale a pena ler, também, a Vida de elétron, escrito por Belmiro Wolski. Outro texto pertinente e que eu achei muito interessante e me faz lembrar do texto Crônica de um Carbono ancião, escrito por Tiago Almeida, no blog Café com Ciência.

O que aprendemos disso tudo é que a individualidade quântica não é conhecida por nós e não sabemos se será possivel saber.

atomo