Do Girassol à Matrix


Curiosidades sobre a Matemática, lembrando do livro “O HOMEM QUE CALCULAVA“, de Malba Tahan, que está repleto de problemas matemáticos muito interessantes. Lembrei do problema dos “QUATRO QUATROS” que propõe o escrever, com apenas quatro quatros e sinais matemáticos, uma expressão que seja igual a um número inteiro dado. Não podendo haver na expressão, além dos quatro quatros, nenhum algarismo, letra ou símbolo algébrico que envolva letras. Podendo, entretanto, ser utilizados os símbolos de factorial e raíz quadrada.

Quando eu era mais novo, cheguei a testar para ver se era verdade, e eu consegui escrever, com quatro quatros, todos os números naturais de 0 a 100. Os mais difíceis foram os números primos.

Coloco aqui alguns exemplos para entender melhor a questão:

44 - 44           =  0      (4 + 4) / 4 + 4   =  6
44 / 44           =  1      (44 / 4) - 4      =  7
4 / 4 + 4 / 4     =  2      4 + 4 + 4 - 4     =  8
(4 + 4 + 4) / 4   =  3      (4 + 4) + 4 / 4   =  9
4 + [(4 - 4) / 4] =  4      (44 - 4) / 4      = 10
(4.4 + 4) / 4     =  5                           

Uma curiosidade leva a outra, volto a falar do infinito – e falarei infinitas vezes, será possível? O símbolo do infinito possui um nome, Lemniscata, vem do latim e significa “Laços Simétricos”. Tinha que ser um nome tão esquisito quanto o próprio infinito o é.

infinite_bluel

E a curiosidade leva a outra que leva a outra que leva a outra que leva a outra… Escrevendo isto infinitamente, além de muito chato, seria um tarefa impossível de ser feita. Mas voltando ao assunto, as curiosidades matemáticas, o número transcendental conhecido como número áureo. Representado pela letra grega (phi), cujo o valor é 1,618, além de muito importante na arte, é geralmente considerado o número mais belo do mundo.

Apesar das origens matemáticas aparentemente místicas do número áureo, o aspecto surpreendente foi a descoberta do seu papel como componente básico na Natureza. Plantas, animais e até seres humanos – todos possuíam propriedades dimensionais que se encaixavam com uma exatidão espantosa à razão de phi para um. A onipresença do número áureo na natureza está além da coincidência, e assim presumiram que este número deve ter sido predeterminado pelo Criador do Universo – isso tudo vai de Jesus Cristo até  Matrix, uma viagem desde o início.

girasol_4

Podemos encontrar alguns exemplos na natureza. Em um miolo de flor de girassol, as sementes crescem em espirais opostas, a razão de cada rotação para a seguinte é de 1,618. Outro exempplo, dividindo-se o número de abelhas fêmeas pelo número de abelhas machos em qualquer colméia do mundo, vai sempre obter o mesmo número, 1,618.

Leonardo Da Vinci, um polímata italiano – alguém sabe o que é polímata? Isso estava na biografia do Da Vinci, na Wikipedia, e encontrei a resposta lá, mesmo. “Um polímata (do grego polymathēs, πολυμαθής, “aquele que aprendeu muito”) é uma pessoa cujo conhecimento não está restrito a uma única área.

Bem, Da Vinci foi o primeiro a demonstrar que o corpo humano é literalmente feito de componentes cujas razões proporcionais sempre equivalem ao número áureo. Dividindo-se a distância que vai do alto da cabeça até o chão, em seguida, dividindo o resultado pela distância do umbigo até o chão, irá se obter 1,618. E a distância de um ombro até a ponta dos dedos dividido pela distância entre o cotovelo até a ponta dos dedos é, também, 1,618.

Vale a pena lembrar que a Matemática está em todas as coisas, e se pensarmos em qualquer número podemos achar um sentido para ele, mas como em qualquer sociedade, vemos sempre que existem uns melhores que os outro, no mundo dos números também é assim.

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2 Respostas para “Do Girassol à Matrix

  1. O único problema é que o Jesus não sabia segredos do número-primo, e o ‘Deus’ que “criou” o Universo acreditava que o número 144.000 era um número muito ‘grandão’, de modo que tá todo mundo já no “inferno”, porque isso é pinto em uma cidade hoje, ainda mais se contar gerações.
    Pior o jesus não tinha nada a ver com Arte, e as crenças em espírito e “Deus” faz gente feia à béça.
    E “quem” considera o número 1,618 o número “mais bonitinho”? Porque não é cinco? Pensei que o oito por ser considerado perfeito fosse o mais bonito, aliás tem até a curva do infinito nele é só dar uma curvadazinha.
    Ai,ai!!
    Aliás, quando um livro na atualidade só citou que os fiéis cristãos acabaram com a Biblioteca de Alexandria (isto está no livro do Malba, hein!) foi sumariamente desprezado; parece que não podemos estudar a História mesmo como ela foi, e hoje estão tentando fazer uma ‘nova’ Estória.
    Vou estudar que é melhor …

    • Acho que você está lendo os livros errados. É fato que a Igreja Católica fez, durante a Idade Média, muitas atrocidades e em outros períodos também. Mas com relação a “destruição da Biblioteca de Alexandria“, na verdade, seria mais correto falar em destruições. Como nos mitos, há na extinção da Biblioteca de Alexandria uma série de componentes políticos. Existem várias versões, a favor dos cristãos, contra os cristãos, contra os pagãos. Nenhum povo quer ficar com o ônus de ter levado ao desaparecimento da biblioteca que reunia “os livros de todos os povos”.

      Sobre Malba Tahan, vale a pena lembrar que ele estava escrevendo um romance e não contando história.

      Agora, a proposta do texto era entreter, não fazer nenhuma apologia a deuses de qualquer credo.

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