Somos partículas


particulas

Navegando pela internet encontrei um texto falando sobre um físico que ministra aulas na Casa do Saber, Luiz Alberto Oliveira. Eu tive aulas com ele e já falei sobre ele aqui. O mais fascinante sobre o texto é que ele me lembrou do grande autor de obras de ficção científica, Isaac Asimov. E de sua trilogia, FUNDAÇÃO.

O texto extraído de um blog bem interessante, Saindo da Matrix, começava com Luiz Alberto falando sobre como a física que explica os atos humanos. “Assim como as moléculas de gás, os seres humanos têm a tendência de minimizar o esforço. É esse princípio que leva as pessoas, quando estão em aglomerações, a formarem filas automaticamente, para reduzirem os choques. Essa é uma das analogias que podem ser feitas entre o mundo descrito pela física e o nosso dia-a-dia.

FundaçãoO comportamento coletivo, não importa se entre moléculas de água ou pessoas, tem pontos em comum. Nos lembra Luiz Alberto Oliveira, concluindo que os seres humanos são indivíduos, mas, ao mesmo tempo, elementos de massa. Nesse ponto entra a Psico-história, uma ciência fictícia, que permeia os livros da série da Fundação, de Isaac Asimov.

A Psico-história tem suas bases na termodinâmica, mas aplicada a populações humanas, de escala galática. Assim como não é possível prever o movimento de uma ou poucas moléculas em um gás, mas é possível prever com bastante precisão o comportamento de moles de gases, Hari Seldon conjecturou que o comportamento dos 1016 habitantes do Império Galático poderia ser previsto de forma estatística, já que as ações individuais seriam canceladas.

Voltando ao pensamento de Luiz Alberto Oliveira “Num certo sentido, continuamos sendo partículas. Hoje, há uma série de analogias que se pode fazer entre sistemas físicos e comportamentos biológicos, humanos. Então, há um certo tipo de relação que é válida, tanto quando se fala de partículas, de moléculas, como de formigas, abelhas ou mesmo pessoas. Se você tiver um número muito grande de componentes e houver um certo tipo de relação entre eles, então o mesmo tipo de comportamento ocorrerá.

multidão

O cientista inglês Philip Ball acha que o conhecimento de que partículas interagem como seres humanos pode ajudar a criar políticas para a sociedade. Pensamento que se encaixa perfeitamente com as premissas da Psico-história. Ball diz ainda que os seres humanos são programados para não baterem uns nos outros. Isso explica por que, numa calçada movimentada, por exemplo, as pessoas se organizam intuitivamente em diferentes fileiras.

A conclusão é que não é possível prever o que uma pessoa pode fazer, mas é possível prever o que uma multidão irá fazer. Significa que você pode ter atitudes imprevisíveis, mas quando estamos numa sociedade, quando estamos interagindo com os outros, nunca temos liberdade total para fazer o que queremos.

Mais uma vez a ficção se torna realidade.

particulas

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s