Nano, micro, tudo muito pequeno


Li uma notícia dizendo que um microscópio flagra comportamento quântico – o universo é tão grande e é feito de coisas tão pequenas. O trabalho, publicado esta semana na Nature, mostra pela primeira vez que cientistas detectaram átomos isolados em uma estrutura cristalina feita de luz, chamada Bose Hubbard malha óptica.

Os físicos da Universidade de Harvard criaram microscópio de gás que pode ser usado para observar partículas com comportamento quântico. Eu já escrevi sobre Entrelaçamento quântico, agora estamos falando do comportamento.

A pesquisa é parte de um esforço para entender e desenvolver novos materiais quânticos. O aparelho de alta resolução criado é capaz de visualizar átomos únicos – nesse caso, de rubídio – resfriados a apenas 5 bilionésimos de um grau acima do zero absoluto ( -273º Celsius, ou zero Kelvin).

Nessas temperaturas tão baixas, as partículas seguem as regras quânticas e podem ser usadas como modelos para entender a física por trás da supercondutividade ou magnetismo quânticos.

quantum

E por falar em quântico, cientistas da Universidade de Bristol testaram o impacto de altas concentrações de nanopartículas metálicas no DNA em um experimento de laboratório, que eles salientaram não ser projetado para reproduzir precisamente as condições do corpo humano. Em resumo, as nanopartículas podem danificar DNA à distância.

As nanopartículas não chegaram a passar pela barreira celular de múltiplas camadas, mas na verdade geraram moléculas de sinalização que foram então transmitidas para as células do outro lado. As nanopartículas – com um diâmetro medido em bilionésimos de metro– estão sendo estudadas cada vez mais pela medicina, onde podem ajudar na produção de medicamentos contra câncer e outras doenças. A tecnologia já é usada em cosméticos e produtos eletrônicos.

A surpreendente descoberta levanta novas questões sobre a segurança da nanotecnologia, que envolve a manipulação de partículas que são dezenas de milhares de vezes menores que a espessura de um fio de cabelo. Mas a tecnologia também pode ajudar cientistas a criar mais medicamentos e ferramentas de diagnósticos efetivas.

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