Mais Hádrons


Depois de um ano de reparos e ajustes, o Grande Colisor de Hádrons – ou em inglês, Large Hadron Collider (LHC) – voltou a funcionar na semana passada. Os engenheiros e físicos do maior acelerador de partículas do mundo reiniciaram o experimento para recriar as condições do “Big Bang“, pesquisa esta que gerou sugestões de que por causa dele a Terra seria tragada por milhões de buracos negros.

Cientistas formaram raios de luz capazes de movimentar as partículas em ambas as direções no Grande Colisor de Hádrons, um passo que já está além de onde o experimento parou no primeiro teste, em setembro de 2008.

LHC

O LHC foi inaugurado no dia 10 de setembro. Nove dias depois, enquanto realizavam o experimento, através do qual pequenas partículas são amassadas em uma tentativa de aprender mais sobre o nascimento do universo, os pesquisadores do Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN) constaram um vazamento de hélio no túnel e, por isso, decidiram desligar o acelerador de partículas para reparos, que durou mais do que o esperado. Em meio a muita polêmica e acidentes estranhos, o aparelho da Organização Européia para Pesquisa Nuclear continua sendo mais conhecido como a “Máquina do Fim do Mundo“. Adoro essa denominação, a ignorância produz pérolas como essa. O CERN, uma organização de 55 anos que conta com 10 mil cientistas e técnicos no mundo inteiro em seus projetos de pesquisa, rejeitou qualquer sugestão de que o experimento poderia acabar com o mundo.

Localizado entre as fronteiras da França e da Suiça, o LHC é um anel com 27 quilômetros de extensão. Ele é subterrâneo e fica a 100 metros abaixo da superfície. O custo dele foi de mais de 3,5 bilhões de euros.

Se o progresso se mantiver nesse ritmo, os cientistas podem ser capazes de acelerar partículas no mais alto nível de energia já testado antes do próximo Natal. Apesar disso, as colisões em alta energia, que podem esclarecer os segredos do universo, só devem ocorrer no ano que vem. O experimento estará completamente operante quando os raios de luz das partículas colidirem a altos níveis de energia. Isso provavelmente acontecerá em janeiro.

O próximo passo importante no experimento será o de colisões movidas a baixa energia, o que deve acontecer daqui uma semana, de acordo com o CERN.

Large-Hadron-Collider

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