Nós


O título deixa dúvidas, nós. Estou falando de nós? Pronome pessoal do caso reto na terceira pessoa do plural. Ou seria o plural de nó, unidade de medida equivalente a 0.514444444 m/s. Ou estou falando dos nós? Segundo a Wikipédia, técnicas de atamento de cabos.

Nossa língua deixa dúvidas, nesse caso é melhor explicar, estou falando dos nós cotidianos, como os de cordas e sapatos. Nós que escoteiros e marinheiros sabem de montão. E aqui vai uma lista com vários tipos de nós: Anexo:Lista de nós.

Nós que deram origem a Teoria dos Nós, área da topologia de baixa dimensão dedicada ao estudo do posicionamento de curvas simples fechadas no espaço. Matemática, que mais seria? A origem remonta ao final do século XIX e modernamente se insere no campo da Topologia Algébrica.

A Teoria dos Nós estuda as curvas no espaço, fechadas e sem auto-interseções. Duas curvas são consideradas equivalentes se uma pode ser deformada continuamente de tal forma a ficar idêntica à outra. No processo de deformação, não podem ocorrer auto-interseções, “rompimentos” ou colapsos (como um nó tão apertado que desaparece).

Essa teoria levou a uma equipe de físicos britânicos conseguir dar vários nós em feixes de luz, em uma experiência inédita relatada em artigo na revista científica Nature Physics.

Em um feixe, o fluxo de luz no espaço é semelhante ao das águas de um rio“, explicou Mark Dennis, da Universidade de Bristol e principal autor do estudo. “Apesar de correr em uma linha reta, a luz também pode fluir em voltas e redemoinhos, formando linhas no espaço chamadas de vórtices ópticos.

Aqui entra mais na Física que explica as propriedades da luz e seus efeitos. “Ao longo desses vórtices, a intensidade da luz é zero. Toda a luz à nossa volta é cheia dessas linhas negras, apesar de não podermos vê-las“, completou Dennis.

Vórtices ópticos podem ser criados com hologramas que direcionam o fluxo de luz. Neste estudo, a equipe desenhou hologramas usando a teoria dos nós. E com esses hologramas, conseguiram criar nós em vórtices ópticos.

Para os cientistas, a compreensão de como controlar a luz tem importantes implicações para a tecnologia a laser usada em vários campos, da medicina à indústria. “O sofisticado desenho de hologramas necessário para a nossa experiência mostra um avançado controle óptico, o que pode sem dúvida vir a ser usado em futuros aparelhos a laser“, disse Miles Padgett, da Universidade de Glasgow.

Só falta agora dar nó em pingo d´água.

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