Outro Sol


Não é o nosso Sol, mas um dia pode acontecer a mesma coisa com o nosso. Em um outro sistema, encontra-se um exoplaneta, o WASP-12b, um planeta gigante gasoso que tem massa 1,4 vezes maior que Júpiter – o maior do sistema nosso planetário. O WASP-12b orbita sua estrela em um ciclo de 26 horas. O estudo a respeito foi publicado na revista Nature.

No entanto, ele já foi inflado para um tamanho de aproximadamente 1,8 vezes o tamanho de Júpiter. Ele está sendo “engordado” por sua estrela, que parece pronta para devorá-lo. O fenômeno é causado pela gravidade da estrela. Onde a gravidade estelar agita o interior do planeta, gerando calor e expandindo seus gases. Com isso, o WASP-12b em estado expandido mal consegue segurar sua atmosfera mais exterior.

Isto deve permitir que a estrela roube matéria do planeta, consumindo-a completamente em cerca de 10 milhões de anos.  Pode parecer um longo tempo, mas para astrônomos não é nada. Como referência, a Terra já tem uma história estimada em mais de 4,567 bilhões de anos.

E o nosso Sol terá um futuro semelhante, ele está aproximadamente na metade da sequência principal, período onde fusiona hidrogênio em hélio. O Sol ficará na sequência principal por cerca de 10 bilhões de anos.

Falei de outro sol e acabei voltando para o nosso – em cerca de 5 bilhões de anos, o hidrogênio no núcleo solar esgotará. Quando isto ocorrer, o Sol entrará em contração devido à sua própria gravidade, elevando a temperatura do núcleo solar até 100 milhões de Kelvin, suficiente para iniciar a fusão nuclear de hélio, produzindo carbono, entrando na fase do ramo gigante assimptótico.

Quando o Sol se tornar uma uma gigante vermelha, o Sol terá um raio máximo maior de 250 UA (unidade astronômica), maior do que a órbita atual da Terra. Porém, o Sol terá perdido cerca de 30% de sua massa atual, devido à massa perdida no vento solar, com os planetas afastando-se gradualmente, à medida que o Sol perde massa. Este fator por si mesmo provavelmente seria o suficiente para permitir que ela não fosse engolida pelo Sol, visto que a ela afastaria-se o suficiente da estrela, mas pesquisas recentes mostram que a Terra será engolida pelo Sol devido à forças de maré. “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.”

Nesse período, Júpiter também se afastará do Sol e poderá sofrer as mesmas consequências de WASP-12b. A fusão de hélio sustentará o Sol por cerca de 100 milhões de anos, quando então o hélio no núcleo solar esgotará. Depois vem o declínio, como o Sol não possui massa o suficiente para converter carbono em oxigênio, não explodirá como uma supernova. Ao invés disso, intensas pulsações térmicas farão com que o Sol ejete suas camadas exteriores, formando uma nebulosa planetária. O único objeto que permanecerá após a ejeção será o extremamente quente núcleo solar, que resfriará gradualmente, permanecendo como uma anã branca com metade da massa atual (com o diâmetro da Terra) por bilhões de anos. Este cenário de evolução estelar é típico de estrelas de massa moderada e baixa.

E aqui no Rio de Janeiro, mais um dia de clima ameno, show!

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