Produção em massa


Descoberta uma galáxia a 10 bilhões de anos-luz que produz estrelas 100 vezes mais rápido do que as galáxias mais novas. A pesquisa, publicada no site da revista científica Nature, revelou que quatro regiões da galáxia SMM J2135-0102 eram cem vezes mais brilhantes do que atuais áreas formadoras de estrelas da Via Láctea, como a Nebulosa de Órion, indicando uma maior produção de estrelas. A galáxia produzia aproximadamente 250 sóis por ano.

Astrônomos utilizavam o telescópio Atacama Pathfinder Experiment (APEX), no Chile, para observar um aglomerado de galáxias (cluster) quando perceberam um brilho intenso. A mesma equipe já tinha descoberto, em 2009, uma outra galáxia, MS1358arc, que também formava estrelas em uma velocidade maior do que a esperada há 12,5 bilhões de anos.

Por causa de sua enorme distância e do tempo que a luz levou para alcançar a Terra, a galáxia só pode ser observada como era há 10 bilhões de anos-luz, apenas três bilhões de anos após o Big Bang. Afinal, cada ano luz de distância representa também o tempo que aquela imagem levou para chegar até nós.

Graças a um alinhamento fortuito, o aglomerado amplificava a galáxia recém descoberta, fazendo com que os pesquisadores enxergassem detalhes do que aconteceu há 10 bilhões de anos como se estivessem a apenas algumas centenas deles.

O fenômeno já havia sido previsto pela teoria da relatividade, foi mencionado em 1924 pelo físico Orest Danilovich Khvolson de Universidade de São Petersburgo e posteriormente quantificado por Albert Einstein em 1936. Os aglomerados galácticos agem como eficientes lentes gravitacionais, devido à sua enorme massa e sua localização entre a nossa visão e as galáxias mais distantes, veja a imagem abaixo. Eles curvam a luz e podem produzir efeitos interessantes como distorções ou multiplicação de imagens.

O acaso permitiu que, pela primeira vez, em 2008, o físico Petrus Soriedem observar de regiões tão distantes quanto 15 bilhões de anos-luz no universo. E permitiu que astrônomos medissem diretamente o tamanho e brilho de regiões de nascimento de estrela em uma galáxia distante.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s