A radiação mais antiga do universo


A radiação mais antiga do universo, que radiação é essa? Essa radiação é a radiação cósmica de fundo que nada mais é que é uma forma de radiação eletromagnética prevista por George Gamov, Ralph Alpher e Robert Herman em 1948 e descoberta em 1965 por Arno Penzias e Robert Woodrow Wilson, do Bell Telephone Laboratories – Penzias e Wilson receberam o Nobel de Física em 1978 por essa descoberta. Ela tem um espectro térmico de corpo negro com intensidade máxima na faixa de microondas.

A radiação cósmica de fundo é, ao lado do afastamento das galáxias e da abundância de elementos leves, uma das mais fortes evidências observacionais do modelo do Big Bang de criação do Universo.

E a radiação cósmica de fundo encontrá-se no maior experimento de cosmologia em quase uma década, onde pesquisadores trabalhando com o telescópio europeu Planck divulgaram seu primeiro mapa celeste completo da radiação cósmica de fundo, também chamada de a “luz mais antiga” do Universo. E por falar em luz eu já falei sobre Luz.

A parte central da foto é dominada por grandes porções da nossa galáxia, a Via Láctea. A linha horizontal brilhante atravessando a imagem é o eixo principal da galáxia. É nessa região que se formam hoje a maioria das estrelas da Via Láctea, mas como a foto registra apenas luz com comprimentos de onda longos – invisíveis ao olho humano – o que vemos na realidade não são estrelas, e sim o material do qual elas são feitas, poeira e gás.

Mas a foto também mostra, em magenta e amarelo, a radiação cósmica de fundo de micro-ondas. Formada 380 mil anos após o Big Bang, essa radiação de calor só pôde circular pelo espaço quando um resfriamento no Universo pós-Big Bang permitiu a formação de átomos de hidrogênio. Os cientistas dizem que, antes desse estágio, o cosmos era tão quente que matéria e radiação estavam “fundidas” e o Universo seria opaco.

Um dos principais objetivos do projeto é encontrar evidências para a “inflação“, uma do incipiente Universo a velocidades acima da velocidade da luz. Segundo a teoria, se essa “inflação” ocorreu, ela deveria estar registrada na radiação cósmica de fundo e seria passível de detecção.

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