E=mc^2


Um dos mais significativos aspectos do trabalho de Albert Einstein foi o de dar natural unidade aos conceitos de eletricidade e magnetismo. Essa unificação está presente nas equações de Maxwell, mas a teoria da relatividade proporciona maneira nova de encará-la. Einstein demonstra que uma vez em movimento o elétron, a força elétrica se altera e, a par disso, o elétron passa a gerar força magnética. Em ouras palavras, a eletricidade e o magnetismo são, em essência, o mesmo fenômeno, e o aspecto que recebe realce, depende da velocidade do observador relativamente ao elétron.

Em verdade, Einstein entreviu algo mais, que se revelou de grande importância para a verificação da teoria. Dito de maneira simples: Qualquer elétron em movimento ou qualquer objeto em movimento passa a ter massa maior quando se desloca em relação a um observador do que quando se encontra em repouso relativamente a esse mesmo observador. Na medida em que a velocidade desse objeto se aproxima da velocidade da luz, sua massa se torna infinita.

O leitor haverá talvez notado que não se mencionou o mais conhecido resultado da teoria da relatividade de Einstein, a fórmula que se tornou quase sinônima de seu nome E=mc2. A fórmula e sua interpretação correta figuram em notável trabalho de três páginas, intitulado: Depende a inércia de um corpo de seu conteúdo de energia?

O trabalho é modelo perfeito do melhor processo dedutivo aplicado à Física. Nesse caso, Einstein imaginou um átomo ou qualquer outra partícula que se desintegre radioativamente emitindo radiação eletromagnética. Aplicando o princípio segundo o qual energia e momento se conservam durante a desintegração e fazendo engenhoso uso da transformação de Lorentz, Einstein pôde sustentar que o átomo após a desintegração haveria de ter massa inferior à do átomo original. E mais, a quantidade de massa perdida era igual a energia total desprendida em virtude da radiação, dividida pelo quadrado da velocidade da luz ( m=E/c2 ).

Fundamentalmente, a equação de Einstein revelou uma nova e, até a época, insuspeitada fonte de energia. O mero fato de um objeto material ter massa, dota-o de energia, mc2, que é significativa, já que é muito alta a velocidade da luz.