Nada de novo

Outro dia eu falei sobre Nada, as várias facetas do nada, o vazio, o zero, o vácuo, o …

O nada é conceitual, ele existe mesmo? A física quântica deixa muita gente confusa quando afirma que é impossível existir o nada absoluto: o espaço vazio puro. A constatação de que o vácuo possui uma energia própria, porém, já foi provada experimentalmente, e só não percebemos isso no dia a dia porque essa energia é muito pequena. Para entende o quão pequeno é, a física quântica trata de dimensões são próximas ou abaixo da escala atômica, tais como moléculas, átomos, elétrons, prótons e de outras partículas subatômicas, muito embora também possa descrever fenômenos macroscópicos em diversos casos.

E é aí que vem a novidade interessante, uma dupla de teóricos brasileiros, porém, acaba de descobrir um modo de fazer com que a energia do vácuo aumente sem controle, num fenômeno de alta violência.

A ideia, descrita em um artigo de Daniel Vanzella e William Lima, do Instituto de Física de São Carlos, conquistou espaço na revista Physical Review Letters, uma das mais disputadas da área. No trabalho, a dupla descreve como retirou essa energia do vácuo quântico utilizando a gravidade.

Gravidade, eletromagnetismo, a força nuclear fraca, e a força forte, as quatro interações que cada fenômeno físico observado, desde uma colisão de galáxias até quarks agitando-se dentro de um próton.

E a gravidade é força de atração que os físicos consideram fraca. Por isso é que o trabalho dos brasileiros chamaram tanta atenção ao misturar o vácuo quântico com a gravidade.

O que eles fizeram foi aplicar as equações da energia do vácuo a um espaço onde a gravidade é fortíssima: uma estrela de nêutrons. É um tipo de astro extremamente compacto. Se uma estrela com duas vezes a massa do Sol fosse prensada até ficar com um centésimo de milésimo do tamanho, meros 25 km de diâmetro, ela seria uma estrela de nêutrons.

Por fim, mostraram que a gravidade perto de um objeto desses iria interagir com o vácuo de forma tão violenta que campos de energia extremamente fracos seriam amplificados exponencialmente. Uma vez com o resultado nas mãos, porém, os físicos se perguntaram que tipo de energia contida no vácuo poderia sofrer essa explosão.

Os físicos verificaram que o eletromagnetismo, o tipo de energia cuja forma mais conhecida é a luz, não seria afetado pela gravidade de uma estrela de nêutrons da forma brutal como os físicos previam.

Essa energia não serviria para iluminar cidades ou mover carros, mas pode ajudar a entender alguns dos pontos mais obscuros da física moderna, a energia escura. E entendê-la é o maior desafio da cosmologia, força que faz o Universo se expandir aceleradamente. Físicos não sabem dizer por que o Big Bang, a explosão que deu origem ao cosmo, não está desacelerando, o que seria de esperar – já que a gravidade das galáxias as atrai umas às outras. Já se postulou até a existência de tipos de campo de força desconhecidos para tentar explicar a energia escura, mas sem sucesso.

Ainda é muito especulativo ainda, mas se o efeito verificada realmente se manifestar no caso eletromagnético em contexto cosmológico, seria uma possível explicação para a energia escura. A teoria chegará a algum tipo de previsão que pode ser colocada sob teste em observações astrofísicas num futuro próximo.

Fonte: Folha.com

Peiote

A mescalina é um alucinógeno extraído do cacto peiote (Lophophora williamsii), e sua formula química 3,4,5-trimetoxifeniletilamina.” Fonte Wikipédia.

Bom, tudo começou com uma pergunta. O que é Peyote? O interessante é ver os caminhos que uma pesquisa pode nos levar.

Fui procurar o era esse tal de peiote (peyote, em inglês) e descobri ser um pequeno cacto encontrado no sudoeste dos Estados Unidos – incluindo os estados do Texas e Novo México – até o centro do México.

O cacto costumava ser usado por povos indígenas, tais como os Huichol do norte do México e dos Navajos no sudoeste dos Estados Unidos, como parte dos rituais religiosos tradicionais. A história continua, e no século XIX, a tradição começou a espalhar como forma de reviver a espiritualidade nativa. Utiliza-se para combater o alcoolismo e outros males sociais. A igreja americana nativa é uma entre diversas organizações religiosas que usam o peiote como parte de sua prática religiosa.

Vocês devem ter notado que esse alucinógeno é forte, os efeitos duram aproximadamente de 10 a 12 horas. Quando combinado com o lugar e o ambiente apropriados, o peiote é levado a um estado de introspecção profundo, que foi descrito como sendo de uma natureza metafísica ou espiritual. Às vezes, estes podem ser acompanhados por ricos efeitos visuais ou auditivos, como sentir uma cor – para saber mais veja Sinestesia.

Uma coisa leva a outra, fiquei sabendo que Aldous Huxley escreveu o livro AS PORTAS DA PERCEPÇÃO (em inglês, The Doors of Perception), em 1954, onde conta suas experiências alucinatórias quando tomou mescalina. O título provém de uma citação de William Blake:

“If the doors of perception were cleansed everything would appear to man as it is, infinite.”
“Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito.”

Uma ligação leva a outra e baseado nesta citação, Huxley assume que o cérebro humano filtra a realidade de modo a não permitir a passagem de todas as impressões e imagens que existem efetivamente. De acordo com esta visão das coisas, algumas drogas poderiam reduzir esse processo de filtragem, ou “abrir as portas da percepção“. Com o intuito de verificar esta teoria, Huxley começou a tomar mescalina e a descrever os seus pensamentos e sentimentos sob o efeito da droga. Daí veio o livro.

E continuando as ligações, o livro foi a fonte de inspiração para o nome da banda The Doors, que apresenta uma obra com características semelhantes ao do livro, quebra de paradigmas, oposição a normas e costumes vigentes e uso de drogas.

Cara, esse texto foi uma viagem!

Filosofia de gaveta

Espere veneno da água parada.” Disse certa vez, William Blake. E o veneno em forma de pensamento trazendo uma negatividade, mantendo a inércia que mesmo em movimento não produz nada. Apenas dor.

Olhando o homem diante do Universo não é nada, ao mesmo tempo somos uma consciência viva que o vê. Mesmo vendo, assistindo, estudando, analisando ou passando pelo Universo de um maneira tendenciosa, deturpada e muitas vezes falsa. Somos parte do todo, mesmo que breve.

Viver o presente como se não houvesse amanhã, viver a vida? Ou pensar no futuro, trabalhar para um futuro melhor? Deepak Chopra, disse: “Imagine por um momento a sua própria versão de um futuro perfeito. Veja-se nesse futuro, com tudo o que você poderia desejar para que esse momento te satisfaça. Agora pegue a lembrança desse futuro e traga-o para o presente. Veja como essa influência vai fazer você se comportar a partir deste momento.

Frases podem influenciar muito, palavras tem um poder incrível? Ou a fé ou o desejo de acreditar nos fazer querer mudar? Dalai Lama, disse “Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem-se do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido.

O pensamento oriental exige que devemos nos adaptar para viver melhor. Como é o pensamento ocidental? “Daqui vinte anos você estará mais decepcionado pelas coisas que você não fez do que pelas coisas que você fez. Portanto livre-se das amarras. Navegue longe dos portos seguros. Pegue os ventos da aventura em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra.” Disse Mark Twain.

O futuro não é o que tememos. É o que ousamos.” Falou, certa vez, Carlos Lacerda. Ousadia, desafio, movimento. O ocidente busca sempre o confronto direto, o oriente busca a imobilidade, a sabedoria através do auto-conhecimento. O que é certo o que é errado? Para mim, o meio termo.

Quando se desce um rio com corredeiras não devemos lutar contra o rio, nem deixar que o rio nos leve. O certo é saber quando se deixar levar e quando corrigir o curso. A Arte da Guerra está em saber lutar e não lutar.

Dia dos Pais

Nesse domingo se comemorou o Dia dos Pais, para mim uma data marcada pelo consumismo assim como outras datas parecidas – Dias das Crianças, Dia das Mães, Natal. Para os outros é um dia especial aonde se deve homenagear o seu pai. Concordo que devemos homenagear nosso pai, mas devemos fazer isso todos os dias, de coração.

Existem diversas maneira de fazer isso. Ouvindo o que o seu pai tem a dizer, não é possível que ele esteja errado em tudo. Quando criança acreditamos em tudo que nossos pais dizem. Quando nos tornamos adolescentes achamos que tudo que eles dizem é bobagem. Quando percebemos que ele tem mais experiência e sempre procurou nos ajudar. Conhecer e aprender as qualidades do seu pai, realizando as mesmas gentilezas, bondades, atitudes e solidariedade que seu pai – você estará homenageando-o. Sendo útil para a sociedade, mostrando o seu valor, correndo atrás dos seus objetivos. Deixará seu pai orgulhoso.

E como avô é pai duas vezes faço aqui um adendo para falar do meu sogro. Que é além de avô do JP também é um paizão para ele.

Vou continuar homenageando meu pai, sendo um homem de bem, procurando crescer com indivíduo, ampliando meu conhecimento e sendo um bom pai, como o meu pai.

Sinestesia

O que é Sinestesia? Segundo a Wikipedia, “Sinestesia (do grego συναισθησία, συν- (syn-) “união” ou “junção” e -αισθησία (-esthesia) “sensação”) é a relação de planos sensoriais diferentes“. Trata-se de um fenômeno multidimensional e que se apresenta em cada ser humano de forma peculiar e diferenciada. Por exemplo, uma pessoa sinestésica consegue ver cores nos numeros, em músicas, palavras podem ter gosto de atum, um número pode ser verde e uma música pode ter cheiro de perfume.

Em outro exemplo mais complexo, uma pessoa vê personalidade nas letras. A letra “A faz o gênero maternal, muito cuidadoso. I é um garotão, H e G estão sempre implicando por sua causa. M e N são duas senhoras que estão sempre juntas, batendo papo. T é um homem protetor.” Pode parecer brincadeira, mas é verdade. Tirei esse exemplo da matéria da Época, Por dentro do cérebro de um sinestésico.

É uma espécie de percepção misturada dos sentidos e seria muito interessante passar por isso. Perceber como um sinestésico percebe o mundo a sua volta. E mais interessante ainda seria se pudéssimos reproduzir isso para qualquer um. Poderíamos ver cores nos números facilitando assim executar operações. Ouvir o que vermos identificando com mais facilidade contrastes. As possibilidades seriam muitas. Imaginem o que poderíamos aprender.

Neurônio

neuronio

Há cerca de 86 bilhões de neurônios no nosso sistema nervoso humano, é muito neurônio. Ele é responsável pela condução do impulso nervoso, em resumo ele é a menor unidade de um sistema nervoso – célula. Esses impulsos gerados e transmitidos por essas células identificam estímulos provenientes do meio ambiente e produzir respostas para que o corpo se adapte aos mesmos. As transmissões realizadas pelos neurônios são as sinápces que pela quantidade de células nervosas resulta em algo como 60 trilhões de conexões sinápticas. É um sistema altamente complexo e eficaz, o nosso cérebro é uma estrutura maciçamente interconectada.

Tendo reproduzir essa eficiênte célula, na década de 1940, Warren S. McCulloch (fisiologista) e seu aluno Walter H. Pitts (matemático) propuseram um modelo simplificado do neurônio biológico, que compreendia estímulos de entrada, ligações sinápticas e saída. O neurônio artificial é uma estrutura lógico-matemática que procura simular o comportamento e as funções de um neurônio biológico. Os estímulos captados pelas entradas são processados pela função de soma, e o limiar de disparo do neurônio biológico foi substituído pela função de transferência.

neuronio_artificial

Já existem metodologia para criar redes neurais artificiais. Combinando diversos neurônios artificiais podemos formar o que é chamado de rede neural artificial. Será que um dia teremos um cérebro eletrônico? Isaac Asimov já escreveu sobre isso e o chamou de cérebro positrônico. Sua idéia inspirou a criação da persongem Data de Jornada na Estrelas: A Nova Geração, um andróide com um cérebro positrônico. Quem viu o filme ou leu o livro EU ROBÔ também terá um exemplo o que propos Asimov e aonde eu quero chegar.

Seria muito interessante ter máquinas talvez menos sofisticadas como por exemplo máquina como a de 2001 UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO, de Arthur C. Clarke, HAL 9000. Talvez esteja muito distante de nossa realidade, mas nada é maior que nossa imaginação. E essa imaginação pode nos levar muito longe.

Data
Data, personargem de Star Trek: Next Generation.

Hal9000
Hal 9000, computador da nave em 2001: Uma Odisséia no Espaço.