Superbolha cósmica

Astrônomos do Observatório Sul Europeu – em inglês European Southern Observatory, ESO – captaram essa bela imagem de uma superbolha cósmica na Grande Nuvem de Magalhães, galáxia satélite da Via Láctea. A Grande Nuvem de Magalhães tem muitas regiões onde nuvens de gás e poeira estão formando novas estrelas e a nova imagem uma delas, em torno do aglomerado estelar NGC 1929 que emitem radiação ultravioleta extremamente intensa, originando um brilho intenso.

Esta superbolha, conhecida como LHA 120-N 44, ou apenas N 44, é um aglomerado de matéria com um tamanho de cerca de 325 por 250 anos-luz. Esculpida pela combinação de ventos estelares que limparam a região central, e estrelas de grande massa do aglomerado próximo que explodiram como supernovas, criando ondas de choque que empurraram o gás ainda mais para fora dela.

Embora a superbolha tenha sido criada por forças destrutivas, estrelas novas estão se formando em torno dos limites dela, onde o gás está sendo comprimido. Como um processo de reciclagem em escala cósmica, esta próxima geração de estrelas trará vida nova ao NGC 1929.

Feliz aniversário Hubble

Para comemorar os 21 anos do telescópio espacial Hubble, a agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês) publicou a imagens de duas galáxias que interagem entre si e criam coloridas imagens que se assemelham a uma “rosa galática“.

O telescópio apontou para um par de galáxias chamado Arp 273, localizado na constelação de Andrômeda, a aproximadamente 2 milhões de anos-luz de distância da Via Láctea. A maior das galáxias em espiral, conhecida com UGC 1810, tem um disco que se parece com o formato de uma rosa, formado pela atração gravitacional da galáxia logo abaixo, a UGC 1813 e estão separados por somente 100.000 anos-luz.

Para alcançar esse resultado, a Nasa realizou uma composição de imagens tomadas pela câmera de grande angular 3, em 17 de dezembro de 2010, com três filtros diferentes que permitem uma maior amplitude da onda coberta pelo ultravioleta, azul e vermelho do espectro.

Fonte: Astronomy Picture of the Day

NGC 3582

Imagens capturadas pelo supertelescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), no Chile, mostram detalhes da nebulosa NGC 3582, considerada por astrônomos um berçário e, ao mesmo tempo, um cemitério de estrelas.

As imagens mostram a posição da nebulosa vista da Terra. Algumas das estrelas em formação em nebulosas como esta são mais pesadas do que o Sol. Estas estrelas monstruosas emitem energia em um raio extraordinário e possuem um vida curta, que acaba em explosões como supernovas. O material ejetado destes fenômenos dramáticos cria bolhas no gás e poeira de seu entorno.

Ao mesmo tempo, a radiação de estrelas jovens ioniza o gás, dando-lhe o brilho característico.

NGC 3582 – clique e veja a imagem em tamanho 4.000 × 3.961 pixels.

Localizada a 10 mil anos luz, a nebulosa NGC 3582 faz parte de uma região vasta de formação de estrelas na Via Láctea, chamada RCW 57, próxima ao plano central de nossa galáxia e ao sul da constelação de Carina (Quilha do navio Argo de Jasão).

Fonte: BBC.

Ciclo de Vida

Tudo tem um início e fim, ou pelo menos quase tudo. O que é eterno? O que é infinito? Já escrevi sobre o Infinito e, para mim, o Infinito é conceitual. Já o Eterno nos leva a eternidade. Segundo o filósofo Boécio, eternidade é “a posse total, simultânea e perfeita de uma vida interminável“. Eternidade é, também, conceitual.

E o nosso Universo não é eterno, assim como nossa galáxia. Aliás, já comentei que Universo pode acabar, por uma questão muito simples.

E para mostrar isso, dois telescópios mostram o ciclo de vida das estrelas até sua morte. O telescópio espacial de infravermelho Herschel e do XMM-Newton de raios-X.

As imagens são da galáxia de Andrômeda e foram tiradas de forma quase simultânea pelos dois observatórios. As tiradas pelo Herschel mostram o pó frio da galáxia que se acende depois de ser aquecido pelas estrelas nascentes e acaba formando círculos de cor cobre. Nas imagens em raios-X captadas pelo XMM-Newton, vê-se restos da explosão de uma estrela (supernova) e objetos que evoluem em um sistema binário – dois corpos celestes tão próximos que acabam ligados pela força gravitacional.

Alguns destes objetos são buracos negros formados após o desaparecimento de um sol de grandes proporções que gravita em torno de uma estrela normal.

Em raios-X, Andrômeda aparece como um conjunto de luzes azuis, muito concentradas em um ponto central que é onde as estrelas têm maior densidade.

Na imagem combinada aparece uma luz vermelha cuja fonte são objetos de pouca massa que emitem raios-X de pouca intensidade. Estes objetos podem ser o que se conhece como estrelas novas, que na realidade são sóis em processo de explosão cuja luminosidade aumenta consideravelmente; por isso foram chamadas estrelas novas, porque com um telescópio tradicional não eram vistas até que explodiam e pareciam que estavam nascendo.

Ao lado destas estrelas novas aparecem anãs brancas, um remanescente estelar que gradualmente atrai o material de sua companheira de maior tamanho.

A fonte desse assunto foi a Agência Espacial Europeia (ESA) e as comparações ficaram por minha conta. E elas continuam, queria ter tempo para mostrar mais. Mas o nosso problema é o tempo, o infinito e o eterno esbarram no tempo. Diferente da música do Cazuza, “O Tempo não Para“, o tempo para. Apenas não sabemos o que vai acontecer – não entendeu, leia o Universo pode acabar.

A medida das coisas

O telescópio Hubble, da Nasa, fotografou um enome anel de gás flutuando a 160 mil anos-luz da Terra, mais especificamente na Grande Nuvem de Magalhães.

<

O anel teve origem em uma grande explosão estrelar, possui 18 anos-luz de diâmetro, e esse valor aumenta a 11 milhões de km/h.

Fico imaginando o poder destrutivo dessas explosões, o tamanho dessas nuvens de gás… A Grande Nuvem de Magalhães é uma das galáxias mais próximas da Via Láctea. Ela é o quarto maior membro do Grupo Local, precedida da Andrômeda (NGC-224), a Via Láctea, e a galáxia do Triângulo (NGC-598). E o diametro da Grande Nuvem de Magalhães é de aproximandamente 4.500 anos-luz.

A medida das coisas, tudo é incrivelmente grande e ainda pode ser maior…

NGC 6334

NGC 6334, no detalhe – clique na imagem para ampliar, dá para ver o ET dando “tchauzinho“. Também conhecida como Nebulosa Pata de Gato, Nebulosa Pata de Urso e Gum 64 é a emissão nebulosa localizada na constelação de Escorpião, a 5500 anos-luz, quase no centro da Via Láctea.

A região com pouco mais de 50 anos-luz de largura concentra grande quantidade de gás e poeira e é, portanto, local de nascimento de inúmeras estrelas – um dos maiores berçários de corpos e grande massa da nossa galáxia. A intensa atividade na NGC 6334 faz com que ela seja uma das áreas mais estudadas do céu.

Os pontos azuis na nebulosa representam estrelas de cerca de dez vezes a massa do Sol, cada uma com apenas alguns milhões de anos.

O primeiro a descrever a nebulosa foi o astrônomo inglês John Herschel, em 1837, durante uma visita à África do Sul. No entanto, na época, ele só conseguiu observar a sua parte mais brilhante, na parte inferior direita da imagem.

Hoje acredita-se que essa bolha vermelha é uma estrela morrendo que expele grande quantidade de matéria em alta velocidade ou resquícios de uma explosão.

Nessa imagem tirada pelo Observatório do Sul Europeu (ESO), a nebulosa parece vermelha porque suas luzes azuis e verdes são mais facilmente espalhadas e absorvidas por objetos antes deconseguirem chegar à Terra. Veja uma imagem de toda a nebulosa – clique para ampliá-la.

A radiação mais antiga do universo

A radiação mais antiga do universo, que radiação é essa? Essa radiação é a radiação cósmica de fundo que nada mais é que é uma forma de radiação eletromagnética prevista por George Gamov, Ralph Alpher e Robert Herman em 1948 e descoberta em 1965 por Arno Penzias e Robert Woodrow Wilson, do Bell Telephone Laboratories – Penzias e Wilson receberam o Nobel de Física em 1978 por essa descoberta. Ela tem um espectro térmico de corpo negro com intensidade máxima na faixa de microondas.

A radiação cósmica de fundo é, ao lado do afastamento das galáxias e da abundância de elementos leves, uma das mais fortes evidências observacionais do modelo do Big Bang de criação do Universo.

E a radiação cósmica de fundo encontrá-se no maior experimento de cosmologia em quase uma década, onde pesquisadores trabalhando com o telescópio europeu Planck divulgaram seu primeiro mapa celeste completo da radiação cósmica de fundo, também chamada de a “luz mais antiga” do Universo. E por falar em luz eu já falei sobre Luz.

A parte central da foto é dominada por grandes porções da nossa galáxia, a Via Láctea. A linha horizontal brilhante atravessando a imagem é o eixo principal da galáxia. É nessa região que se formam hoje a maioria das estrelas da Via Láctea, mas como a foto registra apenas luz com comprimentos de onda longos – invisíveis ao olho humano – o que vemos na realidade não são estrelas, e sim o material do qual elas são feitas, poeira e gás.

Mas a foto também mostra, em magenta e amarelo, a radiação cósmica de fundo de micro-ondas. Formada 380 mil anos após o Big Bang, essa radiação de calor só pôde circular pelo espaço quando um resfriamento no Universo pós-Big Bang permitiu a formação de átomos de hidrogênio. Os cientistas dizem que, antes desse estágio, o cosmos era tão quente que matéria e radiação estavam “fundidas” e o Universo seria opaco.

Um dos principais objetivos do projeto é encontrar evidências para a “inflação“, uma do incipiente Universo a velocidades acima da velocidade da luz. Segundo a teoria, se essa “inflação” ocorreu, ela deveria estar registrada na radiação cósmica de fundo e seria passível de detecção.

Depois do Big Bang

Não sei se é depois do Big Bang ou antes do Big Bang. A dúvida é como pode existir galáxias além do Big Bang?

A imagem acima, divulgada pela Nasa mostra uma grande coleção de galáxias maduras formadas pouco depois do Big Bang. As galáxias – os pontos vermelhos no centro da imagem – teriam sido formadas há 9,6 bilhões de anos, apenas 3 bilhões de anos após o Big Bang, evento que teria dado origem ao universo. Essa notícia deixa dúvida, pelo menos para mim, como é possível?

A descoberta é surpreendente, pois astrônomos não esperavam encontrar grupos de galáxias tão desenvolvidos tão cedo após o Big Bang. Outras galáxias do mesmo período tendem a ser muito menores. Quero ver quais serão as explicações.

Composta por observações dos telescópios Spitzer, da Nasa, que detecta radiação infravermelha, e Subaru, do Japão, que detecta radiação visível. A imagem mostra a luz infravermelha do Spitzer em vermelho para melhor visualização, e as observações do Subaru são exibidas em vermelho e azul. A camada púrpura é uma medida de densidade galáctica média e destaca a grande concentração de galáxias nessa região do espaço.

Essas observações começam a dar um nó na cabeça de muita gente, para introduzir melhor as pessoas no assunto eu recomendo que assistam ao seriado The Big Bang Theory. Tudo bem, esse seriado nem fala sobre astrônomos e sim sobre doutores de física da Caltech. Mas tem um indiano “Raj”, como é carinhosamente chamado pelos amigos, e é doutor em astrofísica. Será que serve?

Buraco Negro

O título é muito interessante, o buraco negro é um fenômeno que leva ao extremo da força, “um objeto com campo gravitacional tão intenso que a velocidade de escape excede a velocidade da luz“. (Wikipedia) No centro da maioria das galáxias encontramos um imenso buraco negro, mas quando dois buracos negros se fundem, podem surgir também novos buracos negros em recuo, que são expulsos da galáxia em alta velocidade.

Esse objeto, ainda é pouco conhecido pelos cientistas, e um deles foi encontrado por uma estudante universitária da Holanda, Marianne Heida estava comparando milhares de fontes de raios X, escolhidas aleatoriamente, com a posição de galáxias, no Instituto de Pesquisa Espacial da Holanda (SRON) quando percebeu um ponto luminoso “no lugar errado” – nas margens de uma galáxia e não no centro, como mostra a imagem abaixo.

O objeto encontrado em uma galáxia distante da Terra meio bilhão de anos-luz é tão brilhante, quando observado sob raios X, que só pode ser comparado com outros buracos negros super brilhantes localizados no centro do sistema.

Essa descoberta pode ajudar a entender as características destes objetos antes de uma fusão entre dois deles. E os estudos podem ajudar a descobrir se os super buracos negros no centro de galáxias são o resultado da fusão de vários buracos negros menores.

Indo para o campo da fantasia, imagine um buraco negro vindo em nossa direção? Seria uma história interessante, breve, mas fascinante.

Fonte: BBC Brasil