Superbolha cósmica

Astrônomos do Observatório Sul Europeu – em inglês European Southern Observatory, ESO – captaram essa bela imagem de uma superbolha cósmica na Grande Nuvem de Magalhães, galáxia satélite da Via Láctea. A Grande Nuvem de Magalhães tem muitas regiões onde nuvens de gás e poeira estão formando novas estrelas e a nova imagem uma delas, em torno do aglomerado estelar NGC 1929 que emitem radiação ultravioleta extremamente intensa, originando um brilho intenso.

Esta superbolha, conhecida como LHA 120-N 44, ou apenas N 44, é um aglomerado de matéria com um tamanho de cerca de 325 por 250 anos-luz. Esculpida pela combinação de ventos estelares que limparam a região central, e estrelas de grande massa do aglomerado próximo que explodiram como supernovas, criando ondas de choque que empurraram o gás ainda mais para fora dela.

Embora a superbolha tenha sido criada por forças destrutivas, estrelas novas estão se formando em torno dos limites dela, onde o gás está sendo comprimido. Como um processo de reciclagem em escala cósmica, esta próxima geração de estrelas trará vida nova ao NGC 1929.

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Monstro solitário

Astrônomos do Observatório Sul Europeu – em inglês European Southern Observatory, ESO – encontraram um monstro solitário, uma estrela extraordinariamente brilhante encontrada na Grande Nuvem de Magalhães, pequena galáxia próxima da Via Láctea. Mas, ao contrário de todas as outras superestrelas conhecidas, a VFTS 682 não está em um aglomerado, brilhando em um esplendor solitário.

Na mesma Grande Nuvem de Magalhães onde se encontrou a Estrela Parruda, batizada de RMC 136a1, descobriram o que se acredita ser a estrela de maior massa do universo, a massa atual do astro é 265 vezes maior que a do Sol e a luminosidade cerca de 10 milhões de vezes mais intensa.

O isolamento da superestrela que possui 150 vezes a massa do Sol e 3 milhões de vezes mais brilhante – bem menor e menos intensa que a RMC 136a1 – está intrigando os cientistas, que não sabem se ela se formou sozinha ou foi expulsa de um aglomerado em uma batalha gravitacional com outras estrelas.

Ela está em um rico berçário estelar, uma gigantesca nuvem de gás, poeira e jovens estrelas que é uma das regiões onde mais se formam estrelas no grupo local de galáxias ao qual pertence a Via Láctea. Onde foi vista pela primeira vez em um levantamento das estrelas mais brilhantes na região da Nebulosa da Tarântula, na Grande Nuvem de Magalhães.

Estudos mostraram que ela é muito mais brilhante do que aparenta, pois grande parte de sua energia estaria sendo absorvida e espalhada pelas nuvens de gás e poeira entre ela e a Terra. Pesquisas em infravermelho indicaram que a superestrela também é muito quente, com uma temperatura de 50 mil graus Celsius.

A medida das coisas

O telescópio Hubble, da Nasa, fotografou um enome anel de gás flutuando a 160 mil anos-luz da Terra, mais especificamente na Grande Nuvem de Magalhães.

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O anel teve origem em uma grande explosão estrelar, possui 18 anos-luz de diâmetro, e esse valor aumenta a 11 milhões de km/h.

Fico imaginando o poder destrutivo dessas explosões, o tamanho dessas nuvens de gás… A Grande Nuvem de Magalhães é uma das galáxias mais próximas da Via Láctea. Ela é o quarto maior membro do Grupo Local, precedida da Andrômeda (NGC-224), a Via Láctea, e a galáxia do Triângulo (NGC-598). E o diametro da Grande Nuvem de Magalhães é de aproximandamente 4.500 anos-luz.

A medida das coisas, tudo é incrivelmente grande e ainda pode ser maior…

Estrela Parruda

Astrônomos britânicos descobriram o que se acredita ser a estrela de maior massa do universo, a massa atual do astro é 265 vezes maior que a do Sol e a luminosidade cerca de 10 milhões de vezes mais intensa.

A estrela, batizada de RMC 136a1, faz parte do agrupamento de estrelas jovens RMC 136a que fica em uma galáxia vizinha à nossa, a Grande Nuvem de Magalhães, a 165 mil anos-luz de distância. Nessa Nuvem encontra-se N64 que mostra os restos dispersos de uma explosão cósmica da supernova.

Esse agrupamento e o agrupamento NGC 3603 – a 22 mil anos-luz do sol, na Nebulosa da Tarântula foram apelidados de “fábricas de estrelas“, já que novos astros se formam constantemente a partir da extensa nuvem de gás e poeira das nebulosas.

Lembrando que massa não quer dizer que esse astro seja o maior do universo, como estão dizendo por aí, porque massa e tamanho e peso são distintos. Embora a R136a1 seja a estrela de maior massa já encontrada, outras estrelas menos densas e com diâmetros maiores que a dela já eram conhecidas pelos astrônomos.

O mais interessante disso tudo é que uma estrela desse tipo é muito rara e sua explosão afetaria a dinâmica do universo. A estrela, hoje, está na metade do seu tempo de vida, mas as estrelas com o passar do tempo vão perdendo massa, tem que classificar qual seria o destino desse astro.