Meus Livros

Frodo lendo

Semana passada comprei A CIÊNCIA DOS SUPERPODERES, de Juan Scaliter. Li em dois dias, é muito divertido.

978-85-316-1219-0O livro é divido em tipos de poderes e em heróis e vilões. A leitura simples e divertida, não afasta a precisão do estudo científico, e nos mostra o que é possível, o que já existe de muito parecido com os superpoderes, e o que não seria possível.

Para escrever as 266 páginas do livro, Scaliter entrevistou mais de 20 cientistas cujas pesquisas são destaques nos campos da física à astronomia, da medicina à biotecnologia. E ele não parou por aí, conversou até mesmo com campeões do esporte. O autor ficou cerca de um ano investigando quais teorias e pesquisas científicas poderiam justificar os poderes de 60 super-heróis, vilões e anti-heróis, trazendo para a vida real o que só havia nas histórias em quadrinhos.

Ninguém pode sair voando como Super-Homem (não estamos falando do conceito chave da filosofia de Friedrich Nietzsche, o Übermensch), lembra o jornalista, mas pode contar com membros artificiais guiados pelo pensamento, como faz Dr. Octopus, o inimigo do Homem-Aranha; recuperar a mobilidade e aumentar a força com a ajuda de exoesqueletos, poder esbanjado pelo Homem de Ferro; e até criar um “super-humano” aos moldes do Capitão América, graças ao avanço das terapias genéticas.

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Grávitons

O que são grávitons? Segundo a Wikipédia, “Na Física, o Gráviton (português brasileiro) ou Gravitão (português europeu) é uma partícula elementar hipotética que seria a responsável pela transmissão da força da gravidade na maioria dos modelos da teoria quântica de campos.

A teoria postula que os grávitons sempre são atrativos (gravidade nunca repele), atuando além de qualquer distância (gravidade é universal) e vêm de um ilimitado número objetos. Portanto, se o gráviton existir, deve ser um bóson de spin par e igual a dois, e deve ter uma massa de repouso zero, segundo a Mecânica Quântica.

Explicação simples e direta, o gráviton é um pedacinho do nada criado para explicar a gravidade, podendo ser apenas fruto da imaginação dos físicos. E por falar em imaginação, temos no mundo Marvel, o vilão Graviton.

Durante um experimento, Franklin Hall foi sobrecarregado de partículas sub-graviton por causa de uma explosão em um acelerador de partículas que misturaram suas moléculas. Recuperando-se do acidente, Hall descobriu que podia controlar mentalmente gravidade.

E o gráviton é comentado em Jornada nas Estrelas, é uma partícula elementar que transmite a força da gravidade. É usado para uma variedade de efeitos envolvendo forças de atração/repulsão usados em raios tratores, para gerar a gravidade artificial em naves ou para criar anti-gravidade . O oposto de um gráviton é uma anti-gráviton.

Ainda segundo o universo de Jornada nas Estrelas,  o gráviton foi postulado na Terra pelos físicos no século XX como uma conseqüência da teoria da gravitação quântica. Na medida em que os grávitons são utilizados na produção de gravidade artificial , tanto as naves Vulcanas quanto nas naves da Terra estavam usando grávitons para fins práticos no final do século XX.

Até o século XXIV , as naves da Frota Estelar tinham a capacidade de produzir grávitons como um campo e/ou um feixe de uma nave espacial. (Star Trek: The Next Generation (TNG): “The Best of Both Worlds“; Star Trek: Voyager (VOY): “Caretaker“).

Bom, depois dessas explicações todas vem o motivo do post: Mário Novello, cosmólogo brasileiro propõe uma solução a um mistério que um dos grandes físicos da modernidade, o Prêmio Nobel norte-americano Steven Weinberg, da Universidade do Texas, chamou de “quebra-cabeça“. E, ainda, afirma que o gráviton deve ter uma massa. É uma afirmação audaciosa, sobre algo que os físicos nem são capazes de dizer que existe de fato.

Como explicar isso? Segundo Novello, o gráviton representa a coisa que existe em maior quantidade em todo o Universo. Dez elevado a cento e vinte, é o total de grávitons no Universo. Esse número gigantesco, em notação científica, fica mais elegante: 10120. Mas nem por isso menos absurdo. É apenas uma maneira econômica de escrever um “1” seguido por 120 “zeros”.

Caso suas conclusões sejam verdadeiras, os grávitons são a coisa mais abundante existente em todo o cosmos. Para que se tenha uma idéia, os físicos estimam que os fótons – as partículas de luz – sejam “apenas” 1080. Em contraste, os grávitons seriam 100 trilhões de bilhões de bilhões de bilhões (1040) de vezes mais numerosos.

Essa conclusão, publicada pelo físico num artigo na revista científica “Classical and Quantum Gravity“, chamou a atenção da comunidade científica. Foi um dos dez estudos mais lidos nessa publicação no ano passado.

Agora, o físico brasileiro, que trabalha no CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas), no Rio, acaba de dar um passo além nesse esforço teórico. Num estudo ainda não publicado, ele conseguiu ligar um número que Weinberg chamou de “quebra-cabeça da constante cosmológica” à hipótese dos grávitons com massa.

Essa história toda entra tanto na relatividade geral e a mecânica quântica, as duas teorias fundamentais da física contemporânea. A primeira só diz respeito à gravitação, que interpreta como um fenômeno geométrico, derivado das próprias características do espaço-tempo (conjunto indissolúvel que agrega as três dimensões espaciais e a dimensão temporal).

A segunda abarca as três outras forças da natureza, que mantêm os núcleos atômicos coesos, explicam os processos radioativos e os efeitos elétricos e magnéticos. Para a mecânica quântica, as forças são carregadas por partículas. Por exemplo, as forças eletromagnéticas são transmitidas pelos fótons, pacotes mínimos de energia também chamados partículas de luz.

A concepção do gráviton , como a explicação acima, é justamente uma tentativa de conformar a gravidade ao esquema de mundo da mecânica quântica – esforço importante para entender objetos em que tanto os efeitos gravitacionais quanto os efeitos quânticos são importantes, como os buracos negros (astros tão densos que a gravidade impede até a luz de escapar deles).

Novello admite que a relatividade geral de Albert Einstein, concebida em 1915, não tem muito espaço para o gráviton em suas equações. No entanto, ele decidiu trabalhar com uma segunda versão da teoria, elaborada em 1917 pelo mesmo Einstein, onde  apresenta outra circunstância em que a constante cosmológica pode ser aplicada. Segundo ele, lambda pode muito bem representar o valor da massa do gráviton.

Fonte: Folha Online

O Buraco Negro e o Surfista Prateado

Eu estava lendo algumas notícias sobre astronomia e me deparei com uma notícia antiga sobre o telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), que detectou em outra galáxia o buraco negro mais distante já encontrado.

Para completar, o corpo celeste está acompanhado por uma estrela que, em breve, será engolida pelo próprio buraco negro. Com uma massa 15 vezes maior que a massa do Sol, este buraco negro também é o segundo maior buraco negro de massa estelar já encontrado. O mesmo foi encontrado em uma galáxia em formato de espiral, chamada NGC 300, a seis milhões de anos luz da Terra.

Essas notícias são muito interessantes e temos apenas imagens ilustrativas. Eu queria mesmo é poder viajar pelo espaço, viajar como o Surfista Prateado. Ver o espectro eletromagnético completo, viajar distâncias além da velocidade da luz, atravessar o universo em um instante, sobreviver a temperaturas incríveis, radiação de todo tipo e suportar forças fenomenais.

O espaço tem tudo isso e muito mais. Ele é absurdamente imenso, com lugares incrivelmente violentos. Mesmo assim eu gostaria de viajar por esse universo e poder ver esses espetáculos. Assistir um buraco negro engolindo uma estrela, a explosão de uma super nova, observar um quasar, passear pela superfície do Sol, entrar em Júpiter, atravessar aglomerados, visitar outras galáxias, procurar vidas alienígenas… Tantas coisas para se fazer, tantos lugares para conhecer.

Por falar no Surfista, eu tenho Surfista Prateado: Edição Histórica que reúne em um só volume as seis primeiras aventuras do Sentinela das Estrelas. E encontrei também um site, Cinema com Rapadura, falando sobre o segundo filme do Quarteto Fantástico que tem a participação do Surfista Prateado.

O texto é bem interessante e vale a pena conferir: Surfista Prateado – Por: Thiago Siqueira.

Liquidificador

Liquidificador, segundo a Wikipédia – um utensílio culinário eléctrico que serve para transformar em puré uma grande variedade de alimentos. E para traçar um paralelo com o liquidificador, meu post de hoje, vai fazer uma sopa do que está acontecendo no momento.

O Carnaval acabou, para alguns. Agora começa o ano realmente, e eu vou tentar manter uma regularidade de no blog. Bom, minha mãe está dizendo que eu não tenho escrito nada. Vou liquidificar meus pensamentos em textos, e contar o que eu tenho visto de novo.

Começo contando que a Editora JBCHikaru no Go. Em resumo, o mangá conta a história do garoto Hikaru que encontra um tabuleiro de Go de seu avô que possui um espírito que o ajuda no jogo.

Para quem desconhece, Go é um jogo de tabuleiro que teve origem na China há cerca de 4.000 anos. A sua introdução no Japão data de mais de 1.300 anos. Durante este período, a antiga forma do Go foi modificada e aperfeiçoada pelos japoneses.

O mangá foi publicado entre 1999 e 2003 no Japão, sendo que o roteiro é de Yumi Hotta e os desenhos de Takeshi Obata (desenhista de Death Note e Bakuman). A série durou 23 volumes e ganhou um animê de 75 episódios, que foi exibido entre 2001 e 2003.

Existe uma passagem que está no segundo volume, onde Hikaru explica como imagina o jogo. Como se o tabuleiro fosse o universo e as pedras cada qual posta no tabuleiro seriam estrelas. As pedras, pretas e brancas montam um céu diferente a cada jogada e cada jogo.

Por falar em Universo a revista Scentific American Brasil, neste mês, está falando de Multiverso, assunto que eu já escrivi aqui, no blog. E para entender melhor sobre esse universos múltiplos ou multiverso leia também meu post, Dimesões.

E a Scentific American Brasil está com uma edição especial, chamada: De que é feito o Universo? Falando dos projetos e dos avanços que pesquisadores de diferentes áreas estão desenvolvendo para desvendar os mistérios da recriação da matéria, dos mensageiros cósmicos e da gravitação. Fala também sobre o Grande Colisor de Hádrons (LHC), que produzirá energia dez vezes mais alta que aceleradores anteriores, poderá nos ajudar a encontrar a partícula Higgs, ou melhor bóson de Higgs, e discuti as consequências teóricas de sua existência.

Sandman

Beowulf

Sexta-feira, dia para celebrar o final de semana. A linda dama do lagoa, acima, é Angelina Jolie em Beowulf. A história original é muito melhor, mas vale a pena assistir ao filme apenas para não ver a Angelina – porque o filme todo foi feito em computação gráfica (CG), então não é mesmo ela.

O filme teve o roteiro escrito por Neil Gaiman e Roger Avary. Gaiman, para quem não sabe, é o autor de vários best sellers e escreveu ou criou o roteiro de vários filmes como Beowulf, Stardust, Caroline e Mirrormask. Seus livros também são uma ótima leitura, tenho vários. Mas o que eu realmente acho sensacional foi o quadrinho criado por ele, chamado Sandman.

Sandman

As histórias são focadas em Morpheus, o Senhor dos Sonhos, e suas aventuras. Também conhecido como Sandman. Ele é um dos Perpétuos. Os Perpétuos são sete irmãos que controlam o destino da humanidade, manifestações antropomórficas de aspectos comuns a todos os seres vivos. não são deuses, mas sim entidades além, responsáveis pelo ordenamento da realidade conhecida. Só sua existência mantém coeso o universo físico e todos os seres vivos.

O Reino de Morpheus é onde estão ligadas todas as mentes de todos os seres vivos, é para lá que vão as almas de todos que dormem e onde são guardadas lembranças e pensamentos do período do sono. O Reino guarda também o mundo imaginário de cada sonhador, várias realidades alternativas e seres imaginários que lá se escondem. Sua biblioteca abriga bilhões de livros que nunca foram escritos. Toda a sanidade mental dos seres depende da boa administração desse reino – já que a realidade física do universo e mental dos seres também depende de nada sair de um lado para o outro – e Sandman executa suas funções de maneira magistral.

Uma curiosidade: os Perpétuos, em inglês, começam todos com a letra “D” – Destino, Morte, Sonho, Destruição, Desejo, Desespero e Delírio
Destino (Destiny), a preferida entre nove de 10 leitores, a Morte (Death), Sonho (Dream), Destruição (Destruction) os gêmeos Desespero (Despair) e Desejo e Delírio (Delírium). Eles existem desde a aurora dos tempos e acredita-se que estão entre as criaturas mais poderosas (ou pelo menos influentes) do universo Sandman.

Bons sonhos…

Os Perpétuos