Feliz aniversário Hubble

Para comemorar os 21 anos do telescópio espacial Hubble, a agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês) publicou a imagens de duas galáxias que interagem entre si e criam coloridas imagens que se assemelham a uma “rosa galática“.

O telescópio apontou para um par de galáxias chamado Arp 273, localizado na constelação de Andrômeda, a aproximadamente 2 milhões de anos-luz de distância da Via Láctea. A maior das galáxias em espiral, conhecida com UGC 1810, tem um disco que se parece com o formato de uma rosa, formado pela atração gravitacional da galáxia logo abaixo, a UGC 1813 e estão separados por somente 100.000 anos-luz.

Para alcançar esse resultado, a Nasa realizou uma composição de imagens tomadas pela câmera de grande angular 3, em 17 de dezembro de 2010, com três filtros diferentes que permitem uma maior amplitude da onda coberta pelo ultravioleta, azul e vermelho do espectro.

Fonte: Astronomy Picture of the Day

A medida das coisas

O telescópio Hubble, da Nasa, fotografou um enome anel de gás flutuando a 160 mil anos-luz da Terra, mais especificamente na Grande Nuvem de Magalhães.

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O anel teve origem em uma grande explosão estrelar, possui 18 anos-luz de diâmetro, e esse valor aumenta a 11 milhões de km/h.

Fico imaginando o poder destrutivo dessas explosões, o tamanho dessas nuvens de gás… A Grande Nuvem de Magalhães é uma das galáxias mais próximas da Via Láctea. Ela é o quarto maior membro do Grupo Local, precedida da Andrômeda (NGC-224), a Via Láctea, e a galáxia do Triângulo (NGC-598). E o diametro da Grande Nuvem de Magalhães é de aproximandamente 4.500 anos-luz.

A medida das coisas, tudo é incrivelmente grande e ainda pode ser maior…

Nebulosa de Orion

Os telescópios espaciais, da NASASpitzer e Hubble se uniram para expor o caos que as estrelas bebês estão criando à 1.500 anos-luz de distância em uma nuvem cósmica chamada a nebulosa de Orion. Eu já falei algumas vezes sobre a nebulosa de Orion, quando falei da Nebulosa Horsehead e sobre a Reflexão da Nuvem de Poeira de Orion.

A imagem abaixo é uma composição falsa de cor, onde a luz detectada em comprimentos de onda de 0,43, 0,50 e 0,53 microns é azul. Luz em comprimentos de onda de 0,6, 0,65 e 0,91 microns é verde. Luz de 3,6 microns é laranja, e 8,0 microns é vermelho.

Analisando a imagem, este composto notável infravermelho e luz visível indica que quatro estrelas monstruosamente enormes no centro da nuvem podem ser as principais culpadas do caos na constelação de Orion. Clique na imagem para ampliá-la. As estrelas são chamadas coletivamente de Trapézio. A comunidade pode ser identificada como a mancha amarela, perto do centro da imagem.

Redemoinhos de verde em ultravioleta e luz visível, vista do Hubble, revelam hidrogênio e gás de enxofre que devem ter sido aquecido e ionizado pela radiação ultravioleta intensa das estrelas do Trapézio. Uma nota que não tem nada haver com astronomia, mas mesmo assim é interessante. O gás de enxofre pode substituir Viagra, o composto químico pode provocar os mesmos efeitos que o famoso fármaco contra a disfunção eréctil.

Enquanto isso, a visão de infravermelho do Spitzer expõe as moléculas ricas em carbono, chamado de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos. Estas moléculas orgânicas foram iluminados pelas estrelas do Trapézio, e são mostrados na composição como fios de vermelho e laranja. Na Terra, os hidrocarbonetos  policíclicos aromáticos são encontrados na torrada queimada e em veículos automotores.

Juntos, os telescópios expõem as estrelas de Orion como um arco-íris de pontos espalhados pela imagem. Os pontos amarelo-alaranjado revelado pelo Spitzer são estrelas realmente jovens enraizada profundamente em um casulo de gás e poeira. O telescópio Hubble mostrou menos estrelas incorporado com manchas de verde, e as estrelas de primeiro plano como pontos azuis.

Os ventos estelares a partir de aglomerados de estrelas recém-nascidas espalhadas por toda a nuvem deixam todas as cristas bem definidas gravadas em cavidades na nebulosa de Orion. A grande cavidade perto da direita da imagem foi provavelmente esculpida pelos ventos das estrelas do Trapézio.


Johannes Hevelius chamou a constelação de Orion, em Uranographia, seu catálogo celestes em 1690.

Localizado a 1.500 anos-luz de distância da Terra, a nebulosa de Orion é o ponto mais brilhante da espada de Orion, ou a constelação do “Caçador”. A nuvem cósmica é também mais próxima da nossa fábrica de formação de estrelas massivas, e os astrônomos acreditam que ele contém mais de 1.000 estrelas jovens.

Na mitologia, Orion era filho de Poseidon, o Deus dos mares, com uma mortal, sendo assim tinha grandes habilidades para a caça e um vasto conhecimento, porém não era considerado um Deus. Orion era um gigante caçador, amado por Artemis, com quem quase se casou. Após ser morto foi colocado como constelação no céu, a conhecida constelação de Orion que fica perto da constelação do seu amigo Sirius conhecida como estrela sirius.

A constelação de Orion é uma visão familiar no céu da noite de inverno no hemisfério norte. A nebulosa é invisível a olho nu, mas pode ser vista com binóculos ou pequenos telescópios.

Observação: Meu amigo NerdVader, do site GrandeBlah!, comentou que é possível ver as estrelas do Trapézio de Órion “nuas” no infra-vermelho, no Astronomia na Web.

Quão grande é o Universo?

Quão grande é o Universo? É a questão deste video, Cosmic Journeys: How Large is the Universe? (Jornada Cosmica: Quão grande é o Universo?)

O universo há muito nos cativa com suas imensas escalas de distância e tempo. Até que ponto ele estica? Onde isso vai parar e o que está além de seus campos de estrelas e fluxos de galáxias se estendendo tanto quanto os telescópios podem ver? Essas questões estão começando a produzir uma série de extraordinárias novas linhas de investigação e tecnologias que estão nos levando a explorar os reinos mais distantes do cosmos. Mas também no comportamento da matéria e da energia na menor das escalas. A resposta vem de uma teoria que descreve o nascimento do universo, no primeiro instante de tempo.