Zero

Eu já falei do zero antes, sua origem e a introdução no ocidente. Mas esse Zero é diferente, não é numero, mas para todos é Nada, o vazio que o zero tem.

Zero é um filme de animação, feito em stop motion, que mostra um mundo que julga as pessoas pelo seu número, e Zero enfrenta humilhações constantes e perseguição. Caminhando sozinho até que um encontro casual que muda sua vida para sempre: ele conhece seu amor. Juntos, eles provam que através da determinação, coragem e amor, que nada pode ser realmente alguma coisa.

Lembre-se que o zero também pode ser o Eterno, Ouroboros, o Eterno Retorno que lembra o infinito, é um adjetivo que denota algo que não tem início nem fim, ou não tem limites, ou que é inumerável.

Ciclo de Vida

Tudo tem um início e fim, ou pelo menos quase tudo. O que é eterno? O que é infinito? Já escrevi sobre o Infinito e, para mim, o Infinito é conceitual. Já o Eterno nos leva a eternidade. Segundo o filósofo Boécio, eternidade é “a posse total, simultânea e perfeita de uma vida interminável“. Eternidade é, também, conceitual.

E o nosso Universo não é eterno, assim como nossa galáxia. Aliás, já comentei que Universo pode acabar, por uma questão muito simples.

E para mostrar isso, dois telescópios mostram o ciclo de vida das estrelas até sua morte. O telescópio espacial de infravermelho Herschel e do XMM-Newton de raios-X.

As imagens são da galáxia de Andrômeda e foram tiradas de forma quase simultânea pelos dois observatórios. As tiradas pelo Herschel mostram o pó frio da galáxia que se acende depois de ser aquecido pelas estrelas nascentes e acaba formando círculos de cor cobre. Nas imagens em raios-X captadas pelo XMM-Newton, vê-se restos da explosão de uma estrela (supernova) e objetos que evoluem em um sistema binário – dois corpos celestes tão próximos que acabam ligados pela força gravitacional.

Alguns destes objetos são buracos negros formados após o desaparecimento de um sol de grandes proporções que gravita em torno de uma estrela normal.

Em raios-X, Andrômeda aparece como um conjunto de luzes azuis, muito concentradas em um ponto central que é onde as estrelas têm maior densidade.

Na imagem combinada aparece uma luz vermelha cuja fonte são objetos de pouca massa que emitem raios-X de pouca intensidade. Estes objetos podem ser o que se conhece como estrelas novas, que na realidade são sóis em processo de explosão cuja luminosidade aumenta consideravelmente; por isso foram chamadas estrelas novas, porque com um telescópio tradicional não eram vistas até que explodiam e pareciam que estavam nascendo.

Ao lado destas estrelas novas aparecem anãs brancas, um remanescente estelar que gradualmente atrai o material de sua companheira de maior tamanho.

A fonte desse assunto foi a Agência Espacial Europeia (ESA) e as comparações ficaram por minha conta. E elas continuam, queria ter tempo para mostrar mais. Mas o nosso problema é o tempo, o infinito e o eterno esbarram no tempo. Diferente da música do Cazuza, “O Tempo não Para“, o tempo para. Apenas não sabemos o que vai acontecer – não entendeu, leia o Universo pode acabar.

Insignificante imensidão

Todos os dias eu acordo e luto para me sentir bem, seguro e feliz. A segurança que tinhamos quando estávamos na barriga de nossa mãe. Essa segurança nunca mais existirá. Saímos para o mundo. Um mundo com letra minúscula, quando somos criança vemos o mundo só nosso, onde somos rei. Assim era a humanidade no seu início.

Os primeiros homens na Terra tinham uma visão de mundo onde eles eram

centro das atenções. E seus Deuses, assim como nossos pais cuidavam de nós. A medida que crescemos vemos que nossos pais são como nós e que um dia seremos como eles. A humanidade creceu e entendeu que não eram divindades que faziam o Sol nascer, as plantas crescerem, a chuva cair e outros fenômios da natureza. Começamos a ver um mundo maior, enxergamos mais longe.

A humanidade descobre que a Terra é imensa, aprendemos na escola que a Terra é redonda. Parece simples, tudo é simples depois de explicado, mas achar a explicação e comprovar é mais complicado. Depois olhamos para o céu e descobrimos que o céu imenso, infinito ou quase isso. Outro fato simples difícil de se comprovar, principalmente quando alguns não querem que aceitar que não somos mais o centro das atenções. Que não somos mais o centro do universo.

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Descobrimos que perante a uma Terra imensa não somos muita coisa e perante a esse universo infinitamente grande somos menos ainda. Tudo é tão imenso que resolvemos olhar para dentro, e encontramos um mundo minúsculo, porém cheio de vida. E quanto mais para dentro, quanto menor mais complicado e mais difícil de ver.

Vemos o macro e o micro e percebemos que a segurança que tinhamos antes nunca mais teremos. A humanidade está crescendo descobrindo novas galáxias, novos planetas quem sabe um dia novos seres. Estamos descobrindo cada vez mais sobre nossas origens e entendendo melhor quem nós somos.

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Seremos sempre insignificantemente únicos, magnificamente simples e parte de tudo isso. Sendo assim somos parte de uma família, que faz parte de uma cidade, que faz parte de um país, que faz parte do planeta Terra, que faz parte do Sistema Solar, que faz parte da Via Láctea, que faz parte do universo, que faz parte de uma coleção de universos. E somos como uma coleção de universos para nossos orgão, nossas células, nossas moléculas, nossos átomos e nossas partículas elementares.

multiversoColocando tudo em números, somos individualmente, constituído por 10 trilhões de células, e mais 90 trilhões de células de microrganismos que vivem em simbiose com o nosso organismo. Temos um número aproximado de 1.76 x 1014 moléculas, sendo que 87% é composto de oxigênio e hidrogênio. E temos no nosso corpo, aproximadamente, 6.71 x 1027 átomos, fonte The Foresight Institute.

Somos, segundo alguns dados do IBGE em junho de 2006, existia 6.800.000.000 de possoas, quase 7 bilhões de pessoas no mundo. De acordo com projeções populacionais, este valor continua a crescer a um ritmo sem precedentes antes do século XX. Aproximadamente um quinto de todos os humanos dos últimos seis mil anos estão vivos actualmente.

Existem entre 200 bilhões e 400 bilhões de estrelas na Via Láctea. Temos nada menos que 100 bilhões de galáxias no universo, quase 100 bilhões de trilhões de estrelas. E quantos universos exitem? Pode chegar ao infinito.

O número, aproximado, de átomos do universo está em torno de 1080. Somos parte disso, somos isso. Somos muito, somos nada, somos tudo, somos o todo.

Liquidificador

Liquidificador, segundo a Wikipédia – um utensílio culinário eléctrico que serve para transformar em puré uma grande variedade de alimentos. E para traçar um paralelo com o liquidificador, meu post de hoje, vai fazer uma sopa do que está acontecendo no momento.

O Carnaval acabou, para alguns. Agora começa o ano realmente, e eu vou tentar manter uma regularidade de no blog. Bom, minha mãe está dizendo que eu não tenho escrito nada. Vou liquidificar meus pensamentos em textos, e contar o que eu tenho visto de novo.

Começo contando que a Editora JBCHikaru no Go. Em resumo, o mangá conta a história do garoto Hikaru que encontra um tabuleiro de Go de seu avô que possui um espírito que o ajuda no jogo.

Para quem desconhece, Go é um jogo de tabuleiro que teve origem na China há cerca de 4.000 anos. A sua introdução no Japão data de mais de 1.300 anos. Durante este período, a antiga forma do Go foi modificada e aperfeiçoada pelos japoneses.

O mangá foi publicado entre 1999 e 2003 no Japão, sendo que o roteiro é de Yumi Hotta e os desenhos de Takeshi Obata (desenhista de Death Note e Bakuman). A série durou 23 volumes e ganhou um animê de 75 episódios, que foi exibido entre 2001 e 2003.

Existe uma passagem que está no segundo volume, onde Hikaru explica como imagina o jogo. Como se o tabuleiro fosse o universo e as pedras cada qual posta no tabuleiro seriam estrelas. As pedras, pretas e brancas montam um céu diferente a cada jogada e cada jogo.

Por falar em Universo a revista Scentific American Brasil, neste mês, está falando de Multiverso, assunto que eu já escrivi aqui, no blog. E para entender melhor sobre esse universos múltiplos ou multiverso leia também meu post, Dimesões.

E a Scentific American Brasil está com uma edição especial, chamada: De que é feito o Universo? Falando dos projetos e dos avanços que pesquisadores de diferentes áreas estão desenvolvendo para desvendar os mistérios da recriação da matéria, dos mensageiros cósmicos e da gravitação. Fala também sobre o Grande Colisor de Hádrons (LHC), que produzirá energia dez vezes mais alta que aceleradores anteriores, poderá nos ajudar a encontrar a partícula Higgs, ou melhor bóson de Higgs, e discuti as consequências teóricas de sua existência.

Retrospectiva 2009

Tudo bem que já estamos em 2010, mas eu quero começar o ano lembrando das boas notícias do ano passado para que esse ano seja tão bom quando e de preferência melhor o ano passado.

O fu2re nasceu em abril de 2009 citando Sun Tzu e sua obra A arte da guerra. Coloquei, no menu lateral, links para vários assuntos como divisões por categoria (Divisões); os links para outras páginas do blog que falam de vários assuntos, mas principalmente sobre nosso sistema solar (Possibilidades); links de outros blogs e outros sites (Recomendações e Conexões); e a nuvem de tags (Nuvem).

Nesse mês escrevi sobre de Matemática, falei de Números; escrevi sobre Go, um jogo milenar muito interessante e intrigante; falei do meu PSP; escrevi sobre Jogos brasileiros; e como foi aniversário do Meu Pai, falei sobre ele.

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Em maio, falei bastante de Jornada nas Estrelas, falei da série Original, e de todas as outras séries; escrevi sobre Astronomia, um exemplo foi a NGC 7293 – Nebulosa Helix; falei e continuo falando dos Meus Livros; falei sobre o Infinito, sobre o Átomo, sobre o Multiverso, e sobre o que Não existe; falei sobre a Luz; escrevi sobre grandes artistas; falei de mais jogos, Homeworld, e ainda tirei Onda; e falei do meu Filho, pois foi aniversário dele.

Já em junho, falei de Entrelaçamento quântico; escrevi sobre Arquitetura, falei sobre Dimensões; falei sobre Meus Livros, afinal são muitos livros; escrevi sobre o Neurônio e falei de Filosofia; mostrei meus Desenhos.

Foi um mês cheio de posts. Escrevi sobre o Tesla; fui assistir a Star Trek; escrevi sobre o Elementar, o Eterno e o Nada; e falei da minha mulher, Dan, pois foi seu aniversário.

No mês de julho, não foi diferente, escrevi sobre Bolhas de sabão no espaço, falei sobre Minhas músicas; recordamos a viagem do homem à Lua – Moonshot; falei sobre mais dos Meus Livros; sobre Coca-Cola e Hidrogênio; e mostrei mais Desenhos.

Em Agosto, fui mais calado, falei pouco. Falei sobre os Meus Livros, sobre o Dia dos Pais e sobre Curiosidades em geral; e falei, também, sobre Beisebol, um esporte que eu gosto muito, mas é pouco conhecido por aqui.

Setembro foi um mês com mais posts sobre beisebol, postei um vídeo mostrando como são feitas as bolas. Falei sobre a Física do Beisebol; escrevi sobre Idéias e invenções; falei sobre o futuro, sobre a Tecnologia e falei sobre os Raios;  escrevi sobre Final Fantasy, mais que uma série de jogos.

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Depois de ver essa imagem, fica claro que o mês de Outubro foi o mês da Cerveja. Um mês de mais beisebol, com vários vídeos mostrando com são feitos os tacos e as luvas. Falei de Astronomia – Galáxia do Rodamoinho;  falei sobre mais Idéias; escrevi sobre Filosofia e Física, em Somos Partículas; falei sobre o Grande Colisor de Hádrons, falei sobre Marte e Sandman; escrevi sobre a vitória do Rio como a cidade das Olímpiadas de 2014, em o Rio Olímpico.

Novembro, mês do meu aniversário, falei sobre vários assuntos Astronomia, Física, Filosofia, História, Literatura, Matemática e Música; escrevi sobre a Memória; e falei sobre o Nano, micro, tudo muito pequeno.

O ano foi chegando ao fim e já estamos em Dezembro. Um mês de muitas festas, a vitória do Flamengo, somos Hexa. Falei do nosso Sistema Solar; e fechei o anos falando do Googolplexianth.

Foi um ano muito divertido e eu gostei muito, quero aproveitar o que houve de melhor no ano passado e fazer outras ainda melhores.

Eterno

Eterno, substantivo masculino. Sempiterno, um sinônimo para eterno e frugaz seu antônimo. Aquilo que não tem fim, ou melhor, aquilo não teve começo e não terá fim.

Deus é eterno, para muitos Deus é eterno, mas vamos deixar Deus fora disso. Porque muitos acreditam em um Deus, outros em vários Deuses e outros em nenhum. Para mudar de assunto, eu gosto de usar uma frase usada em uma campanha da Associação Humanista Britânica que diz o seguinte: “There’s probably no God. Now stop worring and enjoy your life” (Provavelmente, Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e curta a vida).

O Universo é eterno, podemos afirmar isso? Bem, outra discussão, se houve um início não é eterno, segundo o modelo padrão da Cosmologia, o Universo surgiu de uma singularidade primordial. E terá um fim. Já na versão 2.0, não só o Universo passa por ciclo de expansão e implosões como é eterno. Já falei sobre este assunto quando falei de Nada.

O que é eterno? Segundo Machado de Assis: “Cheguei ao Hotel de Estrangeiros ao declinar da tarde. Minha mulher esperava-me para jantar. Eu, ao entrar no quarto, peguei-lhe das mãos, e perguntei-lhe:

— O que é eterno, Iaiá Lindinha?

Ela, suspirando:

— Ingrato! é o amor que te tenho.

O texto faz parte de Páginas Recolhidas e pode ser encontrado no Eterno! Acho uma visão bem bonita do eterno.

Isaac Asimov em seu livro O FIM DA ETERNIDADE, livro que gostei muito e deve virar filme, mostra que o universo e toda a eternidade é controlado pelos Eternos. Eles verificam os possíveis futuros e possíveis passados e alteram-nos segundo os seus desígnios. Adrew Harlan é um Eterno, que faz o seu trabalho na construção e destruição de realidades, até ao dia que se apaixona, com alguém no mundo real.

E mais uma vez assim como não achei nada para Nada. Não achei nada que seja eterno, nada que represente o eterno. Para dizer que não achei nada, achei Ouroboros, um símbolo para a eternidade, um símbolo representado por uma serpente, ou um dragão, que morde a própria cauda. E é possível, também, que o símbolo matemático de infinito tenha tido sua origem a partir desta imagem.

Este símbolo representa bem o pensamento dos antigos, para eles a vida era regida por ciclos e a eternidade eram esses ciclos. Era como viam o mundo, sempre viam o dia seguido da noite, a primavera depois do inverno e assim por diante.

Segundo Nietzche em seu conceito “O Eterno Retorno” não acabado em vida, trabalhado em vários de seus textos. Uma síntese dessa teoria é encontrada em A Gaia Ciência: Ele mesmo considerava como seu pensamento mais profundo e amedrontador. E um dos aspectos do seu conceito diz respeito aos ciclos repetitivos da vida: estamos sempre presos a um número limitado de fatos, fatos estes que se repetiram no passado, ocorrem no presente, e se repetirão no futuro, como por exemplo, guerras, epidemias, etc.

O que é indispensável notar é que esta teoria, que parece insensata e totalmente inverossímil para muitos, não é uma forma de percepção do tempo: o Eterno Retorno não é um ciclo temporal que se repete indefinidamente ao longo da eternidade que é o que sugere a versão 2.0 da teoria do Universo como eu já citei antes.

O eterno nos leva a eternidade. Segundo o filósofo Boécio, eternidade é “a posse total, simultânea e perfeita de uma vida interminável“. Eternidade é um conceito filosófico que se refere no sentido comum ao tempo infinito; ou ainda algo que não pode ser medido pelo tempo, porquanto transcende o tempo. Se entendermos o tempo como duração com alterações, sucessão de momentos, a Eternidade é uma duração sem alterações ou sucessões.

Eu poderia ficar falando eternamente sobre o assunto e mesmo assim essa discussão não teria fim. Portanto vou finalizando por aqui, mesmo porque o eterno é muito, assim como o Infinito, cansa.

Escher

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Eu gosto muito dos trabalhos de um artista que representam explorações do infinito, preenchimento regular do plano, construções impossíveis e padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes – as metamorfoses. Ele foi um artista gráfico holandês chamado Maurits Cornelis Escher, mas conhecido como M.C. Escher.

escher_esferaDurante sua vida, Escher, fez 448 litografias, xilografia e gravuras de madeira e mais de 2000 desenhos e esboços. Existe uma curiosidade interessante, assim como eu e alguns de seus antecessores famosos – Michelangelo, Leonardo da Vinci, Dürer e Holbein – MC Escher era canhoto.

Uma das principais contribuições da obra do artista está em sua capacidade de gerar imagens com impressionantes efeitos de ilusões de ótica, com notável qualidade técnica e estética, tudo isto, respeitando as regras geométricas do desenho e da perspectiva. Ele possuia uma visão e uma percepção ao mesmo tempo diferente e fantástica.

escher_casa_das_escadasOutra curiosidade interessante, Escher freqüentou a Escola de Belas Artes de Haarlem, onde iniciou Arquitetura, em quanto eu me formei pela UFRJ, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Mas Escher deixou o curso de Arquitetura para seguir as Artes Gráficas. Quando terminou os seus estudos, decidiu viajar para conhecer o mundo. Conheceu vários países da Europa chegando a morar em alguns deles, passagens por lugares diferentes, por culturas diferentes, inspiraram a mente de Escher.

O contacto com a arte árabe está na base do interesse e da paixão de Escher pela divisão regular do plano em figuras geométricas que se transfiguram, se repetem e refletem. O que torma sua obra diferente é que Escher substituía as figuras abstratas e geométricas, usadas pelos árabes no preenchimento de superfícies, por figuras concretas, perceptíveis e existentes na natureza, como pássaros, peixes, pessoas, répteis, etc.

Para finalizar deixo aqui algumas obras inesquecíveis de Escher, para conhecer mais sobre esse grande artista e sua obra visite o site oficial:
http://www.mcescher.com/

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