Idéias

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Mais uma notícia para os fãs de Jornada nas Estrelas e para a medicina. Lembram quando eu citei, no post Idéias, do dia 9 de outubro, sobre o aparelho que o Doutor McCoy utilizava para examinar um membro da tripulação ferido ou um ser de outro planeta? Pois ele usava o tricorder médico, dispositivo portátil para diagnosticar as doenças do paciente.

E completei explicando que o equivalente atual era o scanner Magnetic Resonance Imagining (MRI) que ocupa uma sala. Nem um pouco portátil.

Acabei de ler uma reportagem, enviada por um amigo, que mostra que desenvolveram um ultrassom portátil que parece um celular. Como já disse antes, o celular também teve influência de Star Trek.

Ultrassom

A empresa GE apresentou o ultrassom portátil e afirmou que o Vscan pode se tornar o “estetoscópio do século XXI” e ser usado em consultórios médicos, para evitar que os pacientes façam exames simples em centros especializados. A novidade deve ser lançada em 2010.

O aparelho exibe imagens na tela e tem uma parte removível para fazer exame nos pacientes. Segundo a empresa, a novidade ainda não tem tecnologia Wi-Fi. O ultrassom não chega a ser um scanner, nem um tricorder, mas já é um começo.

Fonte: G1

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Continuo, aqui, a contar as idéias de Jornada nas Estrelas que de alguma forma mudo o mundo. No filme Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa, o Dr. McCoy fica espantado pelos métodos bárbaros da medicina no século XX, particularmente a trepanação, técnica pela qual se perfura um osso humano. Cirurgias sem sangue podem parecer algo da ficção científica, mas médicos já estão usando feixes de ultra-som para substituir o bisturi em alguns procedimentos médicos.

Outro avanço na medicina, na série Jornadas nas Estrelas: A Nova Geração, o personagem cego, Geordi La Forge, usava um dispositivo com o qual era capaz de enxergar. Batizado de Visor (Visual Instrument and Sensory Organ Replacement ou Instrumento Visual e Substituto de Órgão Sensorial), o óculos especial também permitia a La Forge visualizar a maior parte do espectro eletromagnético, incluindo ondas infravermelhas e ultravioletas. Hoje, o equivalente ao Visor seria o Jordy, voltado para pessoas que sofrem de “visão baixa” – capacidade de visão tão reduzida que óculos convencionais não conseguem corrigir o problema. Já o Jordy é capaz de aumentar as imagens em até 50 vezes e é possível ajustar o contraste, brilho e a exibição das imagens.

Geordi La Forge

A idéia de se viajar através de dobra espacial, hoje é estudada como teoria. E o mecanismo era usado para impulsionar a nave Enterprise a velocidades maiores do que a da luz é através da matéria e a antimatéria. Quando a matéria e a antimatéria se encontram, o resultado é uma explosão colossal de energia. Atualmente, os cientistas estão começando a trabalhar com a antimatéria. O processo usado na Enterprise foi estudado pela NASA e hoje empresas privadas como a Positronics Research também pesquisam a propulsão pela antimatéria.

As naves de Jornadas nas Estrelas carregavam suas cargas e tripulantes por teletransporte. Na vida real, cientistas conseguiram ter sucesso no teletransporte de informações entre átomos distanciados em um metro. Dada, contudo, a enorme complexidade envolvida na localização exata de cada átomo do corpo humano, teletransportes como os retratados na série podem estar a séculos de distância. Isso não é muito animador se pensarmos que temos uma quantidade absurda de átomos no nosso corpo, mas eu não iria quer ser teletransportado mesmo.

Enterprise

Os sensores da Enterprise eram tão sofisticados que poderiam detectar formas de vida planetária a partir das órbitas dos planetas. Por mais que os robôs em Marte sejam menos sofisticados, podem juntar pistas sobre o planeta para investigar a presença de vida. Um dispositivo dentro da missão Odyssey, da NASA, detectou grandes quantidades de hidrogênio no solo marciano, sinal promissor da presença de gelo e de um ambiente propenso à existência de vida. Um dia chegaremos lá, afinal de contas ainda estamos no século XXI e a série original se passava no século XXIV.

E para finalizar, os campos de força foram amplamente usados na série Star Trek como barreiras de energia para proteger naves, estações especiais e pessoas ou aprisionar inimigos. Os cientistas de hoje pesquisam campos de força como uma bolha de plasma que pode, futuramente, proteger astronautas de raios cósmicos durante viagens especiais.

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Agora vou falar das idéias que se tornaram realidade, mas antes eram ficção cientícia. Uma série que eu gosto muito e deu muitos frutos, encontramos muitas idéias boas. Quem assistia a Jornada nas Estrelas, se lembra da tenente Uhura usando um fone sem fio quando ocupava o posto de oficial de comunicações da Enterprise. O alcance do aparelho é difícil de avaliar, uma vez que Uhura dificilmente deixava seu posto. Os fones Bluetooth atuais, porém, têm alcance de 100 metros, são menores que os da tenente e ainda funcionam em estéreo.

Não era só a Uhura que tinha seus gadgets, quando o Doutor Leonard “Bones” McCoyKirk o chamava de Magro na versão brasileira – precisava examinar um membro da tripulação ferido ou um ser de outro planeta, ele usava o tricorder médico, dispositivo portátil para diagnosticar as doenças do paciente. O equivalente atual, o scanner Magnetic Resonance Imagining (MRI), é preciso, porém nem um pouco portátil, pois ocupa uma sala. Nesse ponto Star Trek fez melhor.

commOs celulares com certeza tiveram origem em Star Trek. Até o nome de uns primeiro modelos da Motorola com flip, lançado em janeirio de 1996, homenageava a série, o Stat Tac. Os comunicadores que o Capitão Kirk custumava usava para chamar a Enterprise eram parecidos com os celulares de hoje. Outro aparelho comum em nosso dia a dia é o GPS (Global Positioning System). O console multicolorido da Enterprise apontava com precisão onde cada um dos seus tripulantes estava de maneira exata, algo que os sistemas de GPS atuais conseguem fazer de forma relativamente parecida, usando até 32 satélites na órbita terrestre, ainda que não funcione com a precisão exagerada da ficção.

O iPod também rende sua homenagem a série de TV, um dos desenvolvedores da Apple assistia a Jornadas nas Estrelas: A Nova Geração. Quando assistiu o tenente Data ouvindo quatro sinfonias ao mesmo tempo ficou maravilhado com cena. Naquela época um computador não conseguiria repoduzir nem mesmo uma música de ninar, porque não tinha capacidade física nem tecnológica. A Apple desenvolveu os primeiros computadores capazes de reproduzir música.

ipod classic 160gb whiteEm Star Trek: Enterprise, membros da nave usavam um tradutor universal para decifrar diferentes idiomas alienígenas. O mais próximo que temos disto hoje é um gadget usado pelo exército norte-americano em que pode se escolher uma série de frases já definidas para que o aparelho recite em outra língua. Mas temos também vários tradures na internet, claro que também deixam muito a desejar, mas estão melhorando.

O holodeck, que estreou na série Jornadas nas Estrelas: A Nova Geração era um ambiente que criava uma experiência de realidade virtual com imagens 3D, sons e campos de força. A tecnologia similar mais avançada de hoje é um capacete grande, no estilo do holodeck, capaz de estimular os 5 sentidos virtualmente. Também não está nem perto do que era possível realizar na série, mas a idéia é muito legal.

É interessante ver a contribuição mesmo que indiretamente uma série de TV sem muitas pretenções – com o objetivo de entreter – consegue fazer.

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Leonardo Da Vinci, uma das figuras mais importantes do Renascimento, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. É, também, conhecido como o precursor da aviação e da balística.

Mona LisaSua arte se destaca pela sua busca pela ordem e harmonia. O homem vitruviano de Leonardo Da Vinci sintetiza o ideário renascentista: humanista e clássico. A Mona Lisa ou La Gioconda, “a risonha”. é o retrato que mais tem gerado em termos de literatura -tem dado origem a contos, romances, poemas e até mesmo óperas. Um exemplo é o do físico Bülent Atalay que escreveu o livro, A MATEMÁTICA E A MONA LISA – A CONFLUÊNCIA DA ARTE COM A CIÊNCIA, apresentando a ciência por meio da arte, e a arte por meio da ciência.

E as idéias de Da Vinci ajudaram de muitas forma as futuras gerações. Um exemplo disso foi a fascinação de Da Vinci com o mar que o ajudou a criar vários projetos para exploração aquática. Seu traje de mergulho era feito de couro, conectado a um snorkel feito de cana e um cinto que flutuava na superfície.

Mais pensador do que lutador, o desgosto de Da Vinci por conflito não o impedia de sonhar com projetos de canhões muito mais eficientes como um canhão de três canos. Este modelo seria uma arma mortal em campo de batalha, rápido e leve com muito mais poder de fogo. Ainda pensando em guerra, Da Vinci pensou que uma ponte giratória poderia ser melhor usada na guerra. Os materiais leves e fortes, fixados a um sistema de cordas e polias, permitiam um exército instalá-la e atravessá-la em instantes.

invençõesA imaginação de Da Vinci estava cheia de idéias de máquinas voadoras, incluindo vários planadores equipados com asas que batiam. Um outro modelo – um dos seus mais famosos – que se parecia com um helicóptero, pois utilizava uma hélice bem diferente das atuais, mas era uma idéia, apesar dos cientistas modernos concordarem que possivelmente nunca saiu do chão. A curiosa geringonça era para ser operada por uma equipe de quatro homens e poderia ter sido inspirada por um moinho de vento de brinquedo popular na sua época.

Vivendo em Milão, que estava infestada pela peste negra, Da Vinci visionou uma cidade mais eficiente que ele teria orgulho em chamar de lar. Seus desenhos arquitetônicos são altamente detalhados e até incluem estábulos com ventilação de ar fresco. Na sua época ele não tinha que se preocupar com os nossos problemas, como emissão de gases, sustentabilidade, etc. Sou arquiteto e urbanista e sei que não é simples pensar em tudo, mas as idéias tem seus méritos.

E por fim, outra idéia de Da Vinci, não é uma Ferrari, mas o seu projeto para um veículo auto-propelido era revolucionário para seu tempo. Este “carro” de madeira se movia pela inteiração de molas com rodas engrenadas. Cientistas de um museu de Florença construíram uma réplica em 2004 e descobriram que funcionou como Da Vinci pretendia.

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No post anterior, Tecnologia, eu falei sobre as tecnologias que a Nasa desenvolveu para leva o homem a lua e que se tornaram comum no nosso dia a dia. Agora quero falar de visionários que imaginarão tecnologias além do seu tempo. Isso tem tudo a ver com o nome do blog, fu2re.

Estou pensando em fazer pequenos posts mostrando a imaginação e criatividades de pessoas como Júlio Verne e Leonardo Da Vinci. E é claro a minha série de TV favorita que também estava a frente do seu tempo, Jornada nas Estrelas. Tanto esses criativos inventores com as histórias da Star Trek inspirarão gerações a seguirem seus passos, atingirem seus sonhos.

Vou começar falando de Júlio Verne que viveu logo após a Revolução Industrial aonde as máquinas a vapor eram a grande sensação da época. De um momento para o outro, tudo seria possível. A ciência parecia ter respostas para tudo e essas respostas se materializavam em máquinas, engrenagens, aparelhos que tornavam a vida diária um paraíso de conforto, em comparação com tudo aquilo que os europeus se haviam habituado a conhecer.

Em Paris, conheceu Alexandre Dumas e Victor Hugo, onde escreveu obras inesquecíveis e inspirou muitos com suas histórias. Santos Dumont, como ele mesmo contou certa vez, inspirou-se na obra de Verne para construir seus aparelhos.

Mas é o uso que Júlio Verne dá a esse conhecimento, entre outros tantos, que faz dele o pai da ficção científica. Verne escreveu histórias que não apenas prendem o leitor pelo suspense e o ritmo da aventura como também antecipam invenções que só apareceriam no século XX, como o helicóptero, o submarino, o aqualung, a televisão e a conquista do espaço. São histórias verossímeis e emocionantes. Tudo o que Verne escrevia parecia viável, embora a explosão científica de seu tempo ainda não fosse suficiente para produzir as maravilhas tecnológicas de que ele falava.

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