Meus Livros

Frodo lendo

A imagem do Frodo lendo um livro no Condado é para lembrar que eu vou falar de um livro nesse post (está bem, só escrevi isso para começar o texto). O livro chama-se NIGHT OF THE LIVING TREKKIES e é de autoria de Kevin David Anderson e Sam Stall, dois trekkies (aficionados por Jornada nas Estrelas).

O livro conta de maneira cômica os efeitos de uma epidemia de zumbis em uma convenção de Jornada nas Estrelas. E ainda conta com tiradas fascinantes, bem ao estilo Star Trek. O livro foi lançado nos Estados Unidos pela mesma editora de ORGULHO E PRECONCEITO E ZUMBIS, tudo haver!

Quem não conhece ORGULHO, PRECONCEITO E ZUMBIS, é uma sátira do livro de Jane Austen ORGULHO E PRECONCEITO, de 1813. Considerado um dos grandes romances da língua inglesa, um exemplo primoroso da utilização literária do discurso indireto que revela os costumes ingleses da época ao narrar a epopéia de moças em busca de amor e casamentos vantajosos.

Esta sátira mantém intacto cerca de 85% do texto original da autora britânica, modificando apenas o bastante para que a história se passe em meio a uma violenta praga de mortos-vivos pela Inglaterra.

Acabei falando de outro livro, mas voltando ao livro NIGHT OF THE LIVING TREKKIES. Quem é fã de Jornada nas Estrelas tem que ler esse livro, porque irá encontrar Klingons, Ferengues, Vulcanos, Andorianos, Tellarianos, a Horta, a Princesa Leia. E claro, os zumbis.

Já quem não é fã de Jornada nas Estrelas ou apenas curtiu o novo filme, Star Trek, não irá entender muitas piadas inseridas na história. Mas tem zumbis, de repente ele gostam do livro.

Esse lance de zumbis está virando moda, primeiro vieram os vampiros, depois os lobisomens. Agora é a vez dos zumbis. O livro mostra mortos-vivos comedores de carne humana, como vários filmes e jogos de zumbis.

Para o lançamento do livro foi feito um trailer hilário, dá para imaginar que o livro seja uma ótima comédia.

Recordar é viver

Só para descontrair. Um video sem sentido, mas muito engraçado. Uma “redublegem” antiga bem divertida, feita sobre o filme, Jornada nas Estralas V:A Última Fronteira. Lembrando que só “redublaram a” voz do Capitão Kirk.

O filme em que fizeram essa dublagem é a pior película já feita para Jornada nas Estrelas. A história é muito ruim, mas a “redublegem” é muito boa. Eu acho até que vale mais que o filme em si. 🙂

iPad, também quero um

Sempre achei que iria adorar ter um iPad, agora tenho um ótimo motivo para ter um. Eu adoro tecnologia e também adoro desenho. Ontem, eu assisti a um video que está neste post e achei muito legal o que é possivel fazer com o iPad.

O iPad, para quem não sabe, é um dispositivo em formato de prancheta (tablet). E, obviamente, foi visto pela primeira vez em Jornada nas Estrelas -o PADD (Personal Access Display Device). Olhe o Capitão Kirk segurando um PADD, ou a idéia para o novo iPad. Mas o modelo mais parecido com novo aparelho da Apple pode ser visto em Star Trek: The Next Generation.

Temos que admitir que muitas das tecnologias de ponta tiveram origem em Jornada nas Estrelas, tanto a série Original quanto as outras. Eu já citei alguns exemplos, onde a vida imita a arte, como o Alumínio transparente, o tricorder, o celular e o iPod e outras novidades.

E o que é possível fazer com o iPad? Além da enorme quantidade de programas, de texto, planilha, videos, editores, acesso a web, ter redes sem fio Wi-Fi 802.11n e Bluetooth 2.1, tela touch de 9,7 polegadas, acelerômetro e bússola. Tem também um chip foi identificado pela Apple como A4, de 1 GHz, pesa 680 gramas, sua espessura é de 0,5 polegadas (1, 27 cm), possui bateria para 10 horas de vídeo e 1 mês de standby. Para terminar, possui diferentes versões com espaços de 16, 32 e 64 GB.

Além de tudo que eu já disse é possível desenhar e pintar no iPad. E foi o que o artista David Jon Kassan fez, um retrato usando o aplicativo Brushes do iPad. Durante três horas, o pintor usou os dedos para representar seu modelo em seu estúdio localizado em Nova York, nos EUA.

Grávitons

O que são grávitons? Segundo a Wikipédia, “Na Física, o Gráviton (português brasileiro) ou Gravitão (português europeu) é uma partícula elementar hipotética que seria a responsável pela transmissão da força da gravidade na maioria dos modelos da teoria quântica de campos.

A teoria postula que os grávitons sempre são atrativos (gravidade nunca repele), atuando além de qualquer distância (gravidade é universal) e vêm de um ilimitado número objetos. Portanto, se o gráviton existir, deve ser um bóson de spin par e igual a dois, e deve ter uma massa de repouso zero, segundo a Mecânica Quântica.

Explicação simples e direta, o gráviton é um pedacinho do nada criado para explicar a gravidade, podendo ser apenas fruto da imaginação dos físicos. E por falar em imaginação, temos no mundo Marvel, o vilão Graviton.

Durante um experimento, Franklin Hall foi sobrecarregado de partículas sub-graviton por causa de uma explosão em um acelerador de partículas que misturaram suas moléculas. Recuperando-se do acidente, Hall descobriu que podia controlar mentalmente gravidade.

E o gráviton é comentado em Jornada nas Estrelas, é uma partícula elementar que transmite a força da gravidade. É usado para uma variedade de efeitos envolvendo forças de atração/repulsão usados em raios tratores, para gerar a gravidade artificial em naves ou para criar anti-gravidade . O oposto de um gráviton é uma anti-gráviton.

Ainda segundo o universo de Jornada nas Estrelas,  o gráviton foi postulado na Terra pelos físicos no século XX como uma conseqüência da teoria da gravitação quântica. Na medida em que os grávitons são utilizados na produção de gravidade artificial , tanto as naves Vulcanas quanto nas naves da Terra estavam usando grávitons para fins práticos no final do século XX.

Até o século XXIV , as naves da Frota Estelar tinham a capacidade de produzir grávitons como um campo e/ou um feixe de uma nave espacial. (Star Trek: The Next Generation (TNG): “The Best of Both Worlds“; Star Trek: Voyager (VOY): “Caretaker“).

Bom, depois dessas explicações todas vem o motivo do post: Mário Novello, cosmólogo brasileiro propõe uma solução a um mistério que um dos grandes físicos da modernidade, o Prêmio Nobel norte-americano Steven Weinberg, da Universidade do Texas, chamou de “quebra-cabeça“. E, ainda, afirma que o gráviton deve ter uma massa. É uma afirmação audaciosa, sobre algo que os físicos nem são capazes de dizer que existe de fato.

Como explicar isso? Segundo Novello, o gráviton representa a coisa que existe em maior quantidade em todo o Universo. Dez elevado a cento e vinte, é o total de grávitons no Universo. Esse número gigantesco, em notação científica, fica mais elegante: 10120. Mas nem por isso menos absurdo. É apenas uma maneira econômica de escrever um “1” seguido por 120 “zeros”.

Caso suas conclusões sejam verdadeiras, os grávitons são a coisa mais abundante existente em todo o cosmos. Para que se tenha uma idéia, os físicos estimam que os fótons – as partículas de luz – sejam “apenas” 1080. Em contraste, os grávitons seriam 100 trilhões de bilhões de bilhões de bilhões (1040) de vezes mais numerosos.

Essa conclusão, publicada pelo físico num artigo na revista científica “Classical and Quantum Gravity“, chamou a atenção da comunidade científica. Foi um dos dez estudos mais lidos nessa publicação no ano passado.

Agora, o físico brasileiro, que trabalha no CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas), no Rio, acaba de dar um passo além nesse esforço teórico. Num estudo ainda não publicado, ele conseguiu ligar um número que Weinberg chamou de “quebra-cabeça da constante cosmológica” à hipótese dos grávitons com massa.

Essa história toda entra tanto na relatividade geral e a mecânica quântica, as duas teorias fundamentais da física contemporânea. A primeira só diz respeito à gravitação, que interpreta como um fenômeno geométrico, derivado das próprias características do espaço-tempo (conjunto indissolúvel que agrega as três dimensões espaciais e a dimensão temporal).

A segunda abarca as três outras forças da natureza, que mantêm os núcleos atômicos coesos, explicam os processos radioativos e os efeitos elétricos e magnéticos. Para a mecânica quântica, as forças são carregadas por partículas. Por exemplo, as forças eletromagnéticas são transmitidas pelos fótons, pacotes mínimos de energia também chamados partículas de luz.

A concepção do gráviton , como a explicação acima, é justamente uma tentativa de conformar a gravidade ao esquema de mundo da mecânica quântica – esforço importante para entender objetos em que tanto os efeitos gravitacionais quanto os efeitos quânticos são importantes, como os buracos negros (astros tão densos que a gravidade impede até a luz de escapar deles).

Novello admite que a relatividade geral de Albert Einstein, concebida em 1915, não tem muito espaço para o gráviton em suas equações. No entanto, ele decidiu trabalhar com uma segunda versão da teoria, elaborada em 1917 pelo mesmo Einstein, onde  apresenta outra circunstância em que a constante cosmológica pode ser aplicada. Segundo ele, lambda pode muito bem representar o valor da massa do gráviton.

Fonte: Folha Online

Derretendo prótons e nêutrons

Continuando as aulas de culinárias, ontem falei de milkshake, hoje vou falar de sopa. Uma sopa de “letrinhas“, literalmente uma sopa de tudo. Uma sopa de qualquer coisa é o que cientistas criaram em laboratório. Eles conseguiram atingir a temperatura mais alta da história – 4 trilhões de graus Celsius. Quente o suficiente para desintegrar a matéria e transformá-la no tipo de sopa que existiu milionésimos de segundos depois do nascimento do universo.

Eles usaram um acelerador de partículas gigante, o Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC), do Laboratório Nacional de Brookhaven, para bater íons de ouro na produção de explosões ultra-quentes, que duraram apenas milésimos de segundos.  O acelerador de partículas possui 3,8 quilômetros de comprimento e que está a 4 metros abaixo do chão em Upton.

No entanto, foi suficiente para dar aos físicos assunto para anos de estudo, que eles esperam vão ajudar a entender por que e como o universo foi formado.

Essa temperatura é alta o suficiente para derreter prótons e nêutrons“, disse Steven Vigdor, do Brookhaven. Essas partículas formam átomos, mas elas próprias são formadas por componentes menores chamados quarks e glúons.

Os físicos buscam agora minúsculas irregularidades capazes de explicar por que a matéria acumulou nessa sopa quente primordial. E também esperam usar seus achados em aplicações mais práticas – como no campo da spintrônica (um neologismo para “eletrônica baseada em spin“), que tem como objetivo desenvolver peças de computador menores, mais rápidas e mais potentes.

Para se ter uma idéia dessa temperatura, o centro do nosso Sol mantém-se a 15 milhões de graus, o ferro derrete a 1.800 graus e a temperatura média do universo é atualmente de -270,45 graus, apenas 2,7 acima do zero absoluto.

Por falar em sopa, se alguém cair em um buraco negro pode até não virar sopa, mas vai ficar bem “divididinho“. E qual seria a temperatura em um buraco negro? Bem, a resposta correta você encontra aqui, em Termodinâmica do buraco negro. Mas resposta simples está próxima do zero absoluto.

E porque eu falei em buraco negro? Porque Thomas Müller e Daniel Weiskopf, dois físicos de Stuttgart, criaram um programa de computador chamado DSSDistort Stellar Sky by a Schwarzschild Black Hole. ele mostra exatamente como o céu deve se comportar perto de um buraco negro. Baixando todos os arquivos necessários, você pode simular o que acontece ao ser sugado para dentro do corpo celeste.

Também é possível tentar uma aproximação ou o vôo a uma distância fixada: com o programa, você cria vários tipos de passeios nas proximidades do buraco.

O trabalho foi publicado no The American Journal of Physics, mas você pode fazer o download nesse endereço: DSS.

E já que falei das estrelas e lugares “onde nenhum homem jamais esteve“, vou falar também de Jornada nas Estrelas. Saiu o jogo Star Trek Online, da Atari e Cryptic Studios, o primeiro jogo online para múltiplos jogadores (MMO) passado no universo de ficção científica concebido por Gene Rodenberry em 1966.

O jogo ainda tem as participações de Zachary Quinto, que interpretou Spock no filme de J.J. Abrams e empresta sua voz a um médico do jogo. E Leonard Nimoy, o Spock original, que trabalha como narrador do jogo.

Retrospectiva 2009

Tudo bem que já estamos em 2010, mas eu quero começar o ano lembrando das boas notícias do ano passado para que esse ano seja tão bom quando e de preferência melhor o ano passado.

O fu2re nasceu em abril de 2009 citando Sun Tzu e sua obra A arte da guerra. Coloquei, no menu lateral, links para vários assuntos como divisões por categoria (Divisões); os links para outras páginas do blog que falam de vários assuntos, mas principalmente sobre nosso sistema solar (Possibilidades); links de outros blogs e outros sites (Recomendações e Conexões); e a nuvem de tags (Nuvem).

Nesse mês escrevi sobre de Matemática, falei de Números; escrevi sobre Go, um jogo milenar muito interessante e intrigante; falei do meu PSP; escrevi sobre Jogos brasileiros; e como foi aniversário do Meu Pai, falei sobre ele.

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Em maio, falei bastante de Jornada nas Estrelas, falei da série Original, e de todas as outras séries; escrevi sobre Astronomia, um exemplo foi a NGC 7293 – Nebulosa Helix; falei e continuo falando dos Meus Livros; falei sobre o Infinito, sobre o Átomo, sobre o Multiverso, e sobre o que Não existe; falei sobre a Luz; escrevi sobre grandes artistas; falei de mais jogos, Homeworld, e ainda tirei Onda; e falei do meu Filho, pois foi aniversário dele.

Já em junho, falei de Entrelaçamento quântico; escrevi sobre Arquitetura, falei sobre Dimensões; falei sobre Meus Livros, afinal são muitos livros; escrevi sobre o Neurônio e falei de Filosofia; mostrei meus Desenhos.

Foi um mês cheio de posts. Escrevi sobre o Tesla; fui assistir a Star Trek; escrevi sobre o Elementar, o Eterno e o Nada; e falei da minha mulher, Dan, pois foi seu aniversário.

No mês de julho, não foi diferente, escrevi sobre Bolhas de sabão no espaço, falei sobre Minhas músicas; recordamos a viagem do homem à Lua – Moonshot; falei sobre mais dos Meus Livros; sobre Coca-Cola e Hidrogênio; e mostrei mais Desenhos.

Em Agosto, fui mais calado, falei pouco. Falei sobre os Meus Livros, sobre o Dia dos Pais e sobre Curiosidades em geral; e falei, também, sobre Beisebol, um esporte que eu gosto muito, mas é pouco conhecido por aqui.

Setembro foi um mês com mais posts sobre beisebol, postei um vídeo mostrando como são feitas as bolas. Falei sobre a Física do Beisebol; escrevi sobre Idéias e invenções; falei sobre o futuro, sobre a Tecnologia e falei sobre os Raios;  escrevi sobre Final Fantasy, mais que uma série de jogos.

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Depois de ver essa imagem, fica claro que o mês de Outubro foi o mês da Cerveja. Um mês de mais beisebol, com vários vídeos mostrando com são feitos os tacos e as luvas. Falei de Astronomia – Galáxia do Rodamoinho;  falei sobre mais Idéias; escrevi sobre Filosofia e Física, em Somos Partículas; falei sobre o Grande Colisor de Hádrons, falei sobre Marte e Sandman; escrevi sobre a vitória do Rio como a cidade das Olímpiadas de 2014, em o Rio Olímpico.

Novembro, mês do meu aniversário, falei sobre vários assuntos Astronomia, Física, Filosofia, História, Literatura, Matemática e Música; escrevi sobre a Memória; e falei sobre o Nano, micro, tudo muito pequeno.

O ano foi chegando ao fim e já estamos em Dezembro. Um mês de muitas festas, a vitória do Flamengo, somos Hexa. Falei do nosso Sistema Solar; e fechei o anos falando do Googolplexianth.

Foi um ano muito divertido e eu gostei muito, quero aproveitar o que houve de melhor no ano passado e fazer outras ainda melhores.

Idéias

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Mais uma notícia para os fãs de Jornada nas Estrelas e para a medicina. Lembram quando eu citei, no post Idéias, do dia 9 de outubro, sobre o aparelho que o Doutor McCoy utilizava para examinar um membro da tripulação ferido ou um ser de outro planeta? Pois ele usava o tricorder médico, dispositivo portátil para diagnosticar as doenças do paciente.

E completei explicando que o equivalente atual era o scanner Magnetic Resonance Imagining (MRI) que ocupa uma sala. Nem um pouco portátil.

Acabei de ler uma reportagem, enviada por um amigo, que mostra que desenvolveram um ultrassom portátil que parece um celular. Como já disse antes, o celular também teve influência de Star Trek.

Ultrassom

A empresa GE apresentou o ultrassom portátil e afirmou que o Vscan pode se tornar o “estetoscópio do século XXI” e ser usado em consultórios médicos, para evitar que os pacientes façam exames simples em centros especializados. A novidade deve ser lançada em 2010.

O aparelho exibe imagens na tela e tem uma parte removível para fazer exame nos pacientes. Segundo a empresa, a novidade ainda não tem tecnologia Wi-Fi. O ultrassom não chega a ser um scanner, nem um tricorder, mas já é um começo.

Fonte: G1

Idéias

ideias

Continuo, aqui, a contar as idéias de Jornada nas Estrelas que de alguma forma mudo o mundo. No filme Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa, o Dr. McCoy fica espantado pelos métodos bárbaros da medicina no século XX, particularmente a trepanação, técnica pela qual se perfura um osso humano. Cirurgias sem sangue podem parecer algo da ficção científica, mas médicos já estão usando feixes de ultra-som para substituir o bisturi em alguns procedimentos médicos.

Outro avanço na medicina, na série Jornadas nas Estrelas: A Nova Geração, o personagem cego, Geordi La Forge, usava um dispositivo com o qual era capaz de enxergar. Batizado de Visor (Visual Instrument and Sensory Organ Replacement ou Instrumento Visual e Substituto de Órgão Sensorial), o óculos especial também permitia a La Forge visualizar a maior parte do espectro eletromagnético, incluindo ondas infravermelhas e ultravioletas. Hoje, o equivalente ao Visor seria o Jordy, voltado para pessoas que sofrem de “visão baixa” – capacidade de visão tão reduzida que óculos convencionais não conseguem corrigir o problema. Já o Jordy é capaz de aumentar as imagens em até 50 vezes e é possível ajustar o contraste, brilho e a exibição das imagens.

Geordi La Forge

A idéia de se viajar através de dobra espacial, hoje é estudada como teoria. E o mecanismo era usado para impulsionar a nave Enterprise a velocidades maiores do que a da luz é através da matéria e a antimatéria. Quando a matéria e a antimatéria se encontram, o resultado é uma explosão colossal de energia. Atualmente, os cientistas estão começando a trabalhar com a antimatéria. O processo usado na Enterprise foi estudado pela NASA e hoje empresas privadas como a Positronics Research também pesquisam a propulsão pela antimatéria.

As naves de Jornadas nas Estrelas carregavam suas cargas e tripulantes por teletransporte. Na vida real, cientistas conseguiram ter sucesso no teletransporte de informações entre átomos distanciados em um metro. Dada, contudo, a enorme complexidade envolvida na localização exata de cada átomo do corpo humano, teletransportes como os retratados na série podem estar a séculos de distância. Isso não é muito animador se pensarmos que temos uma quantidade absurda de átomos no nosso corpo, mas eu não iria quer ser teletransportado mesmo.

Enterprise

Os sensores da Enterprise eram tão sofisticados que poderiam detectar formas de vida planetária a partir das órbitas dos planetas. Por mais que os robôs em Marte sejam menos sofisticados, podem juntar pistas sobre o planeta para investigar a presença de vida. Um dispositivo dentro da missão Odyssey, da NASA, detectou grandes quantidades de hidrogênio no solo marciano, sinal promissor da presença de gelo e de um ambiente propenso à existência de vida. Um dia chegaremos lá, afinal de contas ainda estamos no século XXI e a série original se passava no século XXIV.

E para finalizar, os campos de força foram amplamente usados na série Star Trek como barreiras de energia para proteger naves, estações especiais e pessoas ou aprisionar inimigos. Os cientistas de hoje pesquisam campos de força como uma bolha de plasma que pode, futuramente, proteger astronautas de raios cósmicos durante viagens especiais.

Idéias

ideias

Agora vou falar das idéias que se tornaram realidade, mas antes eram ficção cientícia. Uma série que eu gosto muito e deu muitos frutos, encontramos muitas idéias boas. Quem assistia a Jornada nas Estrelas, se lembra da tenente Uhura usando um fone sem fio quando ocupava o posto de oficial de comunicações da Enterprise. O alcance do aparelho é difícil de avaliar, uma vez que Uhura dificilmente deixava seu posto. Os fones Bluetooth atuais, porém, têm alcance de 100 metros, são menores que os da tenente e ainda funcionam em estéreo.

Não era só a Uhura que tinha seus gadgets, quando o Doutor Leonard “Bones” McCoyKirk o chamava de Magro na versão brasileira – precisava examinar um membro da tripulação ferido ou um ser de outro planeta, ele usava o tricorder médico, dispositivo portátil para diagnosticar as doenças do paciente. O equivalente atual, o scanner Magnetic Resonance Imagining (MRI), é preciso, porém nem um pouco portátil, pois ocupa uma sala. Nesse ponto Star Trek fez melhor.

commOs celulares com certeza tiveram origem em Star Trek. Até o nome de uns primeiro modelos da Motorola com flip, lançado em janeirio de 1996, homenageava a série, o Stat Tac. Os comunicadores que o Capitão Kirk custumava usava para chamar a Enterprise eram parecidos com os celulares de hoje. Outro aparelho comum em nosso dia a dia é o GPS (Global Positioning System). O console multicolorido da Enterprise apontava com precisão onde cada um dos seus tripulantes estava de maneira exata, algo que os sistemas de GPS atuais conseguem fazer de forma relativamente parecida, usando até 32 satélites na órbita terrestre, ainda que não funcione com a precisão exagerada da ficção.

O iPod também rende sua homenagem a série de TV, um dos desenvolvedores da Apple assistia a Jornadas nas Estrelas: A Nova Geração. Quando assistiu o tenente Data ouvindo quatro sinfonias ao mesmo tempo ficou maravilhado com cena. Naquela época um computador não conseguiria repoduzir nem mesmo uma música de ninar, porque não tinha capacidade física nem tecnológica. A Apple desenvolveu os primeiros computadores capazes de reproduzir música.

ipod classic 160gb whiteEm Star Trek: Enterprise, membros da nave usavam um tradutor universal para decifrar diferentes idiomas alienígenas. O mais próximo que temos disto hoje é um gadget usado pelo exército norte-americano em que pode se escolher uma série de frases já definidas para que o aparelho recite em outra língua. Mas temos também vários tradures na internet, claro que também deixam muito a desejar, mas estão melhorando.

O holodeck, que estreou na série Jornadas nas Estrelas: A Nova Geração era um ambiente que criava uma experiência de realidade virtual com imagens 3D, sons e campos de força. A tecnologia similar mais avançada de hoje é um capacete grande, no estilo do holodeck, capaz de estimular os 5 sentidos virtualmente. Também não está nem perto do que era possível realizar na série, mas a idéia é muito legal.

É interessante ver a contribuição mesmo que indiretamente uma série de TV sem muitas pretenções – com o objetivo de entreter – consegue fazer.