Vazio

Por que o vazio? Porque tenho tudo ou quase tudo que desejaria ter e o mais que quero me consome por desejar o impossível, desejar um mundo mais justo. Por que o vazio? Porque esse vazio, hoje, está enorme dentro de mim.Por que o vazio? Porque o vazio é… Quando não deveria ser. O vazio não é! Não é bom, não deixa espaço para a felcidade. Não faz bem. Não quer bem. Não faz sentido. Esse vazio não é lógico. Não tem nexo, assim como o que estou tentando escrever também não tem. Ele tira as cores de tudo, tira a luz, tira o brilho.

Porque mesmo não sendo o vazio é. Ele é tristeza, pode ser um, pode ser muitos. Pode ser um conjunto. Na matemática, mais especificamente em teoria dos conjuntos, o conjunto vazio é o único conjunto que não possui elementos. Mas esse vazio não é matemático. Esse vazio possui elementos muito ruins, elementos que geram uma terrível angustia.

O vazio na nossa língua pode ser adjetivo: que não contém nada; que não está com seu conteúdo habitual; desocupado; sem sua carga; sem pessoas ou atividade humana; sem algumas de suas qualidades primordiais; sem força, efeito ou significado. Pode ser também substantivo, e significa o vácuo. O vazio dentro de mim é mais que isso, tem a força de um Verbo. Queria que fosse um substantivo oculto, mas ele é imperativo, superlativo. As vezes relativo.

Estou tentando preencher o vazio dentro de mim, preenchendo meus pensamentos com coisas boas, porque esse vazio me consome com tristeza e pensamentos ruins. Estou tentando preencher o vazio dentro de mim, preenchendo meu tempo com movimento para combater a inércia que esse vazio me trás. Estou tentando preencher o vazio dentro de mim, preenchendo com o que a vida tem de bom, mas o que tem de mau me domina.

Preencher esse vazio, é uma luta de todos os dias. Tem dias que que o vazio está tão pequeno que nem sinto. As vezes o vazio é tenso, intenso, denso, as vezes o vazio é imenso.

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Para Falar de Nada

Acabei de ler um artigo na Folha de São Paulo, do físico Marcelo Gleiser, A morte do Nada. Gosto muito da sua coluna.

Gleiser comenta o fim do Nada, um assunto que eu mesmo já abordei em Nada e Nada de novo. O Nada que o Gleiser aborda é o Nada “real“, ou o vácuo completo. Mas nada continua existindo em outras esferas de realidade, em pensamentos, conceitualmente. Até o fim.

Mas a grande questão é: Exite o fim? Porque o início todos dizem que foi o Big Bang, ou foi Deus quem fez. Mas e antes disso o que era? Nada? Ou realmente o início não existiu? Se não teve início não existe fim. Temos apenas conceito de início e fim, tudo e nada. Somos apenas um conceito? Existimos realmente? Física, Religião, Filosofia. Nada explica isso. Ou melhor: Nada explica isso!!!

Zero

Eu já falei do zero antes, sua origem e a introdução no ocidente. Mas esse Zero é diferente, não é numero, mas para todos é Nada, o vazio que o zero tem.

Zero é um filme de animação, feito em stop motion, que mostra um mundo que julga as pessoas pelo seu número, e Zero enfrenta humilhações constantes e perseguição. Caminhando sozinho até que um encontro casual que muda sua vida para sempre: ele conhece seu amor. Juntos, eles provam que através da determinação, coragem e amor, que nada pode ser realmente alguma coisa.

Lembre-se que o zero também pode ser o Eterno, Ouroboros, o Eterno Retorno que lembra o infinito, é um adjetivo que denota algo que não tem início nem fim, ou não tem limites, ou que é inumerável.

Nada de novo

Outro dia eu falei sobre Nada, as várias facetas do nada, o vazio, o zero, o vácuo, o …

O nada é conceitual, ele existe mesmo? A física quântica deixa muita gente confusa quando afirma que é impossível existir o nada absoluto: o espaço vazio puro. A constatação de que o vácuo possui uma energia própria, porém, já foi provada experimentalmente, e só não percebemos isso no dia a dia porque essa energia é muito pequena. Para entende o quão pequeno é, a física quântica trata de dimensões são próximas ou abaixo da escala atômica, tais como moléculas, átomos, elétrons, prótons e de outras partículas subatômicas, muito embora também possa descrever fenômenos macroscópicos em diversos casos.

E é aí que vem a novidade interessante, uma dupla de teóricos brasileiros, porém, acaba de descobrir um modo de fazer com que a energia do vácuo aumente sem controle, num fenômeno de alta violência.

A ideia, descrita em um artigo de Daniel Vanzella e William Lima, do Instituto de Física de São Carlos, conquistou espaço na revista Physical Review Letters, uma das mais disputadas da área. No trabalho, a dupla descreve como retirou essa energia do vácuo quântico utilizando a gravidade.

Gravidade, eletromagnetismo, a força nuclear fraca, e a força forte, as quatro interações que cada fenômeno físico observado, desde uma colisão de galáxias até quarks agitando-se dentro de um próton.

E a gravidade é força de atração que os físicos consideram fraca. Por isso é que o trabalho dos brasileiros chamaram tanta atenção ao misturar o vácuo quântico com a gravidade.

O que eles fizeram foi aplicar as equações da energia do vácuo a um espaço onde a gravidade é fortíssima: uma estrela de nêutrons. É um tipo de astro extremamente compacto. Se uma estrela com duas vezes a massa do Sol fosse prensada até ficar com um centésimo de milésimo do tamanho, meros 25 km de diâmetro, ela seria uma estrela de nêutrons.

Por fim, mostraram que a gravidade perto de um objeto desses iria interagir com o vácuo de forma tão violenta que campos de energia extremamente fracos seriam amplificados exponencialmente. Uma vez com o resultado nas mãos, porém, os físicos se perguntaram que tipo de energia contida no vácuo poderia sofrer essa explosão.

Os físicos verificaram que o eletromagnetismo, o tipo de energia cuja forma mais conhecida é a luz, não seria afetado pela gravidade de uma estrela de nêutrons da forma brutal como os físicos previam.

Essa energia não serviria para iluminar cidades ou mover carros, mas pode ajudar a entender alguns dos pontos mais obscuros da física moderna, a energia escura. E entendê-la é o maior desafio da cosmologia, força que faz o Universo se expandir aceleradamente. Físicos não sabem dizer por que o Big Bang, a explosão que deu origem ao cosmo, não está desacelerando, o que seria de esperar – já que a gravidade das galáxias as atrai umas às outras. Já se postulou até a existência de tipos de campo de força desconhecidos para tentar explicar a energia escura, mas sem sucesso.

Ainda é muito especulativo ainda, mas se o efeito verificada realmente se manifestar no caso eletromagnético em contexto cosmológico, seria uma possível explicação para a energia escura. A teoria chegará a algum tipo de previsão que pode ser colocada sob teste em observações astrofísicas num futuro próximo.

Fonte: Folha.com

Nada

Resolvi falar sobre nada. Nada, nada mesmo. Talves porque eu sinta um vazio dentro de mim, ou porque no momento minha mente seja um completo vácuo.

Nada é isso, nada. Tão complicado quanto o zero, o número. Hoje, parece fácil compreedê-lo, mas tente explicar o número zero para algum europeu antes do século XV. Porque o zero é o nada, léxicamente falando. Nada é isso, na verdade nada não é, ou é nada. O nada pode ser pronome indefinido, adjetivo ou substantivo masculino. Como ele pode ser tudo isso e ser nada ao mesmo tempo? Nossa língua portuguesa tem essa mania.

Filosofando sobre nada. O nada não é coisa alguma, logo não existe. Porque, por definição, quando se fala de existência se fala da existência de algo. O nada é uma representação linguística do que se pensa ser a ausência de tudo. O que existe são representações mentais do nada. Como pode existir se é nada?

Definição ou conceito é uma afirmação sobre alguma coisa, portanto o nada não é positivamente definido, mas apenas representado, fazendo-se a relação entre seu símbolo (a palavra “nada”) e a idéia que se tem da não-existência de coisa alguma. O “nada” não existe, mas é concebido por operações de mente. Esta é a concepção de Henri Bergson, oposta à de Hegel, modernamente reabilitada por Martin Heidegger e Sartre, de que o nada seria uma entidade de existência real, em oposição ao ser.

No pensamento indiando, mais especificamente para a Yoga, o nada é o que se quer atingir. Livrando a mente de todos os pensamentos até atingir o nada. O Nirvana é o nada? Porque para atingir o Nirvana é necessário não pensar em nada, quando chegamos lá, o Nirvana é alguma coisa ou não? Não posso responder a essas perguntas, mas ficar sem pensar em nada é muito difícil.

Na Matemática, o nada seria o conjunto vazio. Como na Matemática tudo que é puro é mais complicado. Esse conjunto que não possui elementos, mas é um elemento do conjunto dos subconjuntos de um conjunto. Sendo assim o “nada” seria um dos elementos do “tudo”.

Já falei de nada na Língua Portuguesa, na Filosofia, na Metafísica e na Matemática. Agora, fisicamente é preciso distinguir três coisas: o nada, o vácuo e o vazio. Não, não são a mesma coisa.

Começando pelo vácuo que nada mais é do que a ausência de matéria (como moléculas e átomos) em um volume de espaço ou energia. Mas pode conter campo elétrico, campo magnético, campo gravitacional, luz, ondas de rádio, raios X, ou outros tipos de radiação bem como outros campos e a denominada energia escura. O vácuo possui energia e suas flutuações quânticas podem dar origem à produção de pares de partícula e anti-partícula. Em resumo, isso não é nada, é quase nada.

E o vazio? O que é o vazio? Seria um espaço em que não houvesse nem matéria, nem campo e nem radiação. Mas no vazio haveria ainda o espaço, isto é, a capacidade de caber algo, sem que houvesse. No Universo não existe vazio, pois todo o espaço, mesmo que não contenha matéria, é preenchido por campo gravitacional, outros campos e pela radiação que o atravessa, de qualquer espécie. Novamente isso não é nada.

O nada é tudo isso que foi escrito, ou melhor, é ausência de tudo também doespaço, isto é, não há coisa alguma e nem um lugar vazio para caber algo. O conceito de nada inclui também a inexistência das leis físicas que alguma coisa existente obedeceria, dentre elas a conservação da energia, o aumento da entropia e a própria passagem do tempo. Sendo o espaço o conjunto dos lugares, isto é, das possibilidades de localização, sua inexistência implica na impossibilidade de conter qualquer coisa. Isto é, não se pode estar no nada. O nada é, pois, um não-lugar.

Lembra da teoria do Big Bang, agora ela ganhou uma versão 2.0 que diz que existe a possibilidade do Big Bang ter resultado de um Big Crush e que, em breve, iremos caminha para lá. O Universo existiria antes do nosso, mas pode ter sofrido uma implosão catastrófica que chegou a um ponto de densidade máxima e então reverteu. Em resumo, uma enorme  compressão em uma grande oscilação, daí o Big Bang.

Mas de acordo com o modelo padrão da Cosmologia, o Universo surgiu de uma singularidade primordial que, no instante zero, iniciou sua expansão, gerando tudo o que existe, inclusive o tempo e o espaço. Isso era o nada. Então na versão 2.0 que veio para corrigir alguns problemas da teoria da relatividade, o nada nunca existiu.

Seria interessante discutir sobre essa nova versão 2.0,  seria a teoria da gravidade quântica que preve um Universo sem fim, eterno. Nesse caso, o Big Bang seria apenas a explosão mais recente de um Cosmos que se expande e contrai indefinidademente. Opa, isso não tem nada haver com o que eu estava falando, então fica para um próximo texto.

Para finalizar apenas duas coisas. Primeiro, eu juro que tentei encontrar uma foto do nada para colocar aqui, mas não encontrei. E segundo, para falar de nada até que eu falei muito. O nada está em tudo, o nada faz parte de tudo.

Não existe

O infinito não existe, a onisciência também não existe.

Segundo a teoria do Big Bang, o universo emergiu de um estado extremamente denso e quente há cerca de 13,7 bilhões de anos e se expande à velocidade da luz – 299.792.458 metros por segundo, o mesmo que 1.079.252.848,8 quilômetros por hora. Se o Universo teve um “início” como ele poderá ser infinito? Não é lógico.

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Estima-se exista cerca de 80.000.000.000 – oitenta bilhões – de galáxias no universo. A massa do universo está concentrada quase que inteiramente nos núcleons de que é composta – partículas que constituem os componentes básicos dos núcleos atômicos. Um calculo simples nos leva a um valor aproximado de vinte e dois quinvintilhões (2,2 x 1079) de partículas de matéria no universo.

O universo possui uma densidade finita – teoria válida da densidade crítica do Universo. Podemos medir o tamanho visível do universo, cerca de 46 bilhões de anos-luz em qualquer direção, uma esfera com um diâmetro de cerca de 92 bilhões de anos-luz. Como se pode considerar o espaço como sendo plano, isso corresponde a um volume de aproximadamente 3×1080 metros cúbicos.

Portanto, vivemos em um universo finito, ou seja, possui um número limitado de matéria, possui uma densidade finita e um tamanho também finito. Da onde se conclui que possui um volume finito, esses números são muito grandes, mas finitos.

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Em consequência disso a onisciência não pode existir. A onisciência é a designação de uma capacidade de se poder saber tudo, em todos os lugares, ao mesmo tempo, e infinitamente (ad infinitum). Não pode haver o infinito em um conjunto finito.

… há uma única coisa com que todos os modelos matemáticos para a Física concordam – neste universo não existe algo chamado infinito.
James D. Stein

James D. Stein, citou essa frase em seu livro, COMO A MATEMÁICA EXPLICA O MUNDO – O PODER DOS NÚMEROS NO COTIDIANO”. Concordo com ele, o infinito existe na Matemática, no campo das idéias.

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