Superbolha cósmica

Astrônomos do Observatório Sul Europeu – em inglês European Southern Observatory, ESO – captaram essa bela imagem de uma superbolha cósmica na Grande Nuvem de Magalhães, galáxia satélite da Via Láctea. A Grande Nuvem de Magalhães tem muitas regiões onde nuvens de gás e poeira estão formando novas estrelas e a nova imagem uma delas, em torno do aglomerado estelar NGC 1929 que emitem radiação ultravioleta extremamente intensa, originando um brilho intenso.

Esta superbolha, conhecida como LHA 120-N 44, ou apenas N 44, é um aglomerado de matéria com um tamanho de cerca de 325 por 250 anos-luz. Esculpida pela combinação de ventos estelares que limparam a região central, e estrelas de grande massa do aglomerado próximo que explodiram como supernovas, criando ondas de choque que empurraram o gás ainda mais para fora dela.

Embora a superbolha tenha sido criada por forças destrutivas, estrelas novas estão se formando em torno dos limites dela, onde o gás está sendo comprimido. Como um processo de reciclagem em escala cósmica, esta próxima geração de estrelas trará vida nova ao NGC 1929.

Céu

As nuvens e o céu ambos mostram as mudanças de iluminação durante esse lapso de tempo desse vídeo do sul da Austrália. Em primeiro plano estão cenas ao longo de um rochoso litoral em direção ao Oceano Antártico. Na primeira seqüência, olhando em direção ao sudoeste, uma faixa quase vertical de luz zodiacal é vista ao pôr do sol pouco antes que uma parte da Via Láctea apareça próxima ao mar. É possível ver o Cruzeiro do Sul, Orion pode ser visto aparecendo quase perpendicular ao hemisfério Norte.

O vídeo foi o vencedor de um concurso de astrofotografia, recebendo o prêmio STARMUS, levou mais de um ano para compilar, entre 2009 e 2010, sendo mais de 30 horas de exposição.

Monstro solitário

Astrônomos do Observatório Sul Europeu – em inglês European Southern Observatory, ESO – encontraram um monstro solitário, uma estrela extraordinariamente brilhante encontrada na Grande Nuvem de Magalhães, pequena galáxia próxima da Via Láctea. Mas, ao contrário de todas as outras superestrelas conhecidas, a VFTS 682 não está em um aglomerado, brilhando em um esplendor solitário.

Na mesma Grande Nuvem de Magalhães onde se encontrou a Estrela Parruda, batizada de RMC 136a1, descobriram o que se acredita ser a estrela de maior massa do universo, a massa atual do astro é 265 vezes maior que a do Sol e a luminosidade cerca de 10 milhões de vezes mais intensa.

O isolamento da superestrela que possui 150 vezes a massa do Sol e 3 milhões de vezes mais brilhante – bem menor e menos intensa que a RMC 136a1 – está intrigando os cientistas, que não sabem se ela se formou sozinha ou foi expulsa de um aglomerado em uma batalha gravitacional com outras estrelas.

Ela está em um rico berçário estelar, uma gigantesca nuvem de gás, poeira e jovens estrelas que é uma das regiões onde mais se formam estrelas no grupo local de galáxias ao qual pertence a Via Láctea. Onde foi vista pela primeira vez em um levantamento das estrelas mais brilhantes na região da Nebulosa da Tarântula, na Grande Nuvem de Magalhães.

Estudos mostraram que ela é muito mais brilhante do que aparenta, pois grande parte de sua energia estaria sendo absorvida e espalhada pelas nuvens de gás e poeira entre ela e a Terra. Pesquisas em infravermelho indicaram que a superestrela também é muito quente, com uma temperatura de 50 mil graus Celsius.

Feliz aniversário Hubble

Para comemorar os 21 anos do telescópio espacial Hubble, a agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês) publicou a imagens de duas galáxias que interagem entre si e criam coloridas imagens que se assemelham a uma “rosa galática“.

O telescópio apontou para um par de galáxias chamado Arp 273, localizado na constelação de Andrômeda, a aproximadamente 2 milhões de anos-luz de distância da Via Láctea. A maior das galáxias em espiral, conhecida com UGC 1810, tem um disco que se parece com o formato de uma rosa, formado pela atração gravitacional da galáxia logo abaixo, a UGC 1813 e estão separados por somente 100.000 anos-luz.

Para alcançar esse resultado, a Nasa realizou uma composição de imagens tomadas pela câmera de grande angular 3, em 17 de dezembro de 2010, com três filtros diferentes que permitem uma maior amplitude da onda coberta pelo ultravioleta, azul e vermelho do espectro.

Fonte: Astronomy Picture of the Day

NGC 3582

Imagens capturadas pelo supertelescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), no Chile, mostram detalhes da nebulosa NGC 3582, considerada por astrônomos um berçário e, ao mesmo tempo, um cemitério de estrelas.

As imagens mostram a posição da nebulosa vista da Terra. Algumas das estrelas em formação em nebulosas como esta são mais pesadas do que o Sol. Estas estrelas monstruosas emitem energia em um raio extraordinário e possuem um vida curta, que acaba em explosões como supernovas. O material ejetado destes fenômenos dramáticos cria bolhas no gás e poeira de seu entorno.

Ao mesmo tempo, a radiação de estrelas jovens ioniza o gás, dando-lhe o brilho característico.

NGC 3582 – clique e veja a imagem em tamanho 4.000 × 3.961 pixels.

Localizada a 10 mil anos luz, a nebulosa NGC 3582 faz parte de uma região vasta de formação de estrelas na Via Láctea, chamada RCW 57, próxima ao plano central de nossa galáxia e ao sul da constelação de Carina (Quilha do navio Argo de Jasão).

Fonte: BBC.

A Montanha

No monte El Teide nas Ilhas Canárias, a 3.715 metros de altitude, é um dos melhores pontos de observação do espaço do mundo. Por isso no nome do filme, The Mountain.

Neste local o fotógrafo norueguês Terje Sorgjerd que possui um talento para capturar imagens sensacionais de maneira espetacular, realizou essas filmagem em timelapse. Usando uma Canon 5D Mark II e diversas lentes, posicionando tudo e programando para tirar fotos em diversos intervalos e posições, Sorgjerd fez estas imagens da Via Láctea, do mar de nuvens, do crepúsculo, entre outras belas imagens.