Estrela


do Latim stella.

sinônimo feminino,

astro com luz própria;
destino;
sorte;
fado;
artista que se distingue, pelo seu talento, no teatro ou cinema;
guia;

por ext. figura ou objecto com disposição radiada.

— cadente: ponto brilhante que é visível de noite, no céu, e aí descreve uma trajectória, deixando um rasto luminoso quando desaparece;

figurativo,

ver as —s: ter uma dor aguda.

Uma estrela é uma imensa esfera de gás que gera energia em seu centro através de reações de fusão nuclear. Ela difere de um planeta exatamente pelo fato de este não ter fonte interna de energia nuclear.

Basicamente, todas as estrelas nascem da mesma maneira; sua evolução e sua morte é que podem diferir bastante. Imagine uma imensa nuvem de gás num dado local do Universo. A força gravitacional entre cada partícula da nuvem e todas as demais partículas da mesma nuvem faz com que essa partícula seja atraída para o centro da nuvem. Conforme as diferentes partículas vão “caindo” para o centro, como se cada uma fosse uma pedrinha caindo na Terra, essas partículas vão se chocando umas com as outras. Desses choques ocorrem atritos e calor. A nuvem vai se aquecendo, principalmente na sua parte central. A partir de uma dada temperatura, os choques começam a ficar tão intensos que os elétrons que orbitam em torno do núcleo atômico começam a ser desligados desses núcleos: dizemos que ocorre a ionização do átomo.

A nuvem passa a ser uma mistura de elétrons e prótons. Essa mistura recebe o nome de Plasma, que é considerado como sendo o quarto estado físico em que a matéria pode se encontrar. Dois prótons, ambos de cargas elétricas positivas, sofrem repulsão eletrostática entre eles. Mas, devido às grandes temperaturas, dois prótons podem ter velocidades tão grandes que conseguem romper as barreiras de repulsão eletrostática e acabam se unindo: ocorre a chamada Fusão Nuclear, durante a qual existe a liberação de grande quantidade de energia. Quando começam as fusões nucleares no interior da nuvem gasosa dizemos que nasceu uma estrela. Ela viverá enquanto houver matéria para as fusões nucleares no seu interior. Quando elas acabarem a estrela morre.

“Nascimento, vida e morte de uma estrela” é apenas uma maneira de se falar em Evolução Estelar; não deve ser entendido que uma estrela tenha “vida” como aquela que se conhece para seres vivos conforme conhecidos na Terra.

Forças agentes numa estrela

Se numa estrela só agisse a força gravitacional, que procura concentrar as partículas da estrela em seu centro, a tendência da estrela seria a de se contrair até se tornar um ponto altamente concentrado. Por que não ocorre esse colapso gravitacional com todas as estrelas? Contrapondo-se às forças gravitacionais, existe uma pressão causada pelo fato de a estrela estar muito quente: é a pressão térmica. A pressão térmica ocorre porque, no interior da estrela, estão ocorrendo as reações de fusão nuclear que fornecem energia para repor aquela que a estrela “gasta” emitindo luz e calor.

(Des)equilíbrio de forças numa estrela

Enquanto a pressão térmica for igual `a pressão gravitacional a estrela fica em equilíbrio e mantém seu tamanho. Se houver um acréscimo de geração de energia, a pressão térmica sobrepuja a pressão gravitacional e a estrela expande. Se, ao contrário, ocorrer uma diminuição de geração de energia, então a pressão gravitacional sobrepuja a pressão térmica e a estrela sofre uma contração.

Durante a maior parte da vida de uma estrela, ocorre um processo lento de contração seguido de aquecimento e aumento da pressão térmica, ocasionando uma expansão, o que causa uma diminuição da geração de energia, o que resulta num esfriamento, que finalmente causa uma contração para recomeçar todo o ciclo novamente.

Diferentes tipos de estrelas

Dependendo dos parâmetros usados, pode-se classificar uma estrela de diferentes modos:

  • Quanto à massa;
  • Quanto à composição química;
  • Quanto ao brilho;
  • Quanto ao espectro da luz emitida;
  • Quanto à idade;
  • Quanto à variabilidade de brilho com o tempo;
  • Quanto à densidade de matéria;
  • Quanto à Luminosidade;
  • etc.

Em contraposição ao astro extremamente brilhante, visível durante o dia, à noite o céu aparece escuro e pontilhado de milhares de pequenos pontos luminosos, que os antigos convencionaram chamar de estrelas. Num local bem escuro, e na ausência de nuvens, num dado instante pode-se ver, a olho nu, cerca de 3 mil estrelas. Desde que o observador esteja longe dos pólos, com o passar das horas novas estrelas aparecem no horizonte leste e outras desaparecem no horizonte oeste. Assim, mapeando todo o céu, ao longo da noite e durante todo o ano, em todos os pontos da Terra, pode-se verificar a observação de cerca de 6 mil estrelas visíveis a olho nu.

Na antiguidade essas estrelas eram chamadas de estrelas fixas, já que suas posições relativas entre si pareciam não variar com o passar do tempo. As estrelas diferiam dos planetas, nem tanto pelo seu aspecto, mas principalmente pelo fato de que os planetas pareciam se mover por entre as estrelas fixas. Aliás, o nome planeta, de origem grega, significa “astro errante”, ou seja, aquele que se move.

Constelações

Tendo observado que as estrelas pareciam ser fixas umas em relação às outras, os antigos astrônomos procuraram convenções para distribui-las em Constelações. De início, as constelações foram definidas arbitrariamente, associando um grupo de estrelas, com uma forma que subjetivamente lhe fosse atribuída. Assim, foram definidas as constelações do Caçador, do Touro, do Escorpião, da Lira etc.

Com o advento dos telescópios, muitas estrelas passaram a ser visíveis, sem pertencerem a nenhuma das constelações. Convencionaram, então, em dividir o céu em 88 regiões com limites bem definidos. A cada uma dessas áreas atribuiram o nome de uma constelação. Assim, qualquer nova estrela que fosse descoberta obrigatoriamente pertenceria a uma das constelações.

Dentre as 88 constelações definidas, 12 delas são chamadas de Constelações Zodiacais, e por elas passa o Sol durante o seu movimento anual aparente. São elas: Carneiro, Touro, Gêmeos, Caranguejo, Leão, Virgem, Balança, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. A constelação da Serpente é a única que está dividida em duas, tendo entre elas a constelação do Ofiúco, que significa o Serpentário, ou seja o criador de serpentes.

Apesar de que na antiguidade as constelações eram tidas como tendo formas fixas no tempo, com as mesmas estrelas pertencendo sempre à mesma constelação, hoje sabemos que as estrelas não são fixas e que portanto uma dada estrela pode, em certas condições migrar de uma constelação para outra. Como o movimento das estrelas é, aparentemente, muito lento, durante uma vida uma pessoa não seria capaz de perceber essa mudança; mas aparelhos sensíveis e técnicas aprimoradas detectam essas ligeiras variações. Esse trabalho é feito pela Astrometria.

Estrelas mais próximas

As estrelas que parecem no céu como pertencentes todas a uma mesma enorme esfera celeste, na realidade encontram-se a diferentes distâncias de nós. Eis uma lista das 20 estrelas mais próximas ao Sistema Solar. As distâncias são dadas em Anos-luz. Um ano-luz corresponde à distância percorrida pela luz, num ano, no vácuo, com velocidade de cerca de 300.000 km/s. Um ano-luz vale cerca de 9,5 trilhões de quilômetros.

	Proxima Centauri            4,3 anos-luz
	Alfa Centauri A,B           4,3
	Estrela de Barnard          6,0
	Wolf 359                    7,7
	UV Ceti A,B                 7,9
	Lalande 21185               8,2
	Sirius A,B                  8,7
	Ross 154                    9,3
	Ross 248                   10,3
	Epsilon Eridani            10,7
	Ross 128                   10,9
	61 Cigny A,B               11,1
	Luyten 789-6               11,2
	Procyon A,B                11,3
	Epsilon Indi               11,4
	2398 A,B                   11,6
	Groombridge 34 A,B         11,7
	Tau Ceti                   11,8
	Lacaille 9352              11,9
	BD + 50 1668               12,4

Estrelas mais próximas

No século II a . C., Hiparcos procurou classificar as estrelas segundo seus brilhos aparentes. As estrelas mais brilhantes ele classificou como estrelas de Primeira magnitude e as mais fracas visíveis a olho nu chamou de estrelas de Sexta magnitude. Assim, qualquer estrela visível a olho nu estaria classificada entre a magnitude 1 e 6. Com o advento dos telescópios e dos fotômetros destinados a medir quantidade de radiação recebida das estrelas, foi possível recalibrar o método do Hiparcos, chegando-se à classificação atualmente adotada.

Usando-se o moderno método de determinação de magnitudes, as 20 estrelas aparentemente mais brilhantes, visíveis a olho nu, são:

	1-Sírius
	2-Canopus
	3-Arcturus
	4-Alfa Centauri
	5-Vega
	6-Capela
	7-Rigel
	8-Procyon
	9-Achernar
	10-Hadar
	11-Altair
	12-Betelgeuse
	13-Aldebaran
	14-Alfa Crucis
	15-Spica
	16-Antares
	17-Pollux
	18-Formalhaut
	19-Deneb
	20-Beta Crucis
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